Estimativas do mercado para inflação e PIB permanecem estáveis
Expectativa para expansão da economia este ano é 1,97%
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 07/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Na última edição do Boletim Focus, divulgada nesta segunda-feira (7) pelo Banco Central do Brasil, as expectativas para os principais indicadores econômicos de 2025 apresentaram estabilidade. A pesquisa, que coleta opiniões de economistas, sinaliza uma expectativa de crescimento da economia brasileira de 1,97% para este ano e mantém a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,6% para 2026. Para os anos de 2027 e 2028, o mercado prevê um aumento de 2% no PIB em ambos os anos.
O desempenho da economia em 2024 é projetado com um crescimento robusto de 3,4%, o que marca o quarto ano consecutivo de expansão, sendo esta a maior taxa desde 2021, quando o PIB alcançou impressionantes 4,8%.
A previsão para a cotação do dólar ao final deste ano é de R$ 5,90, enquanto para o final de 2026 estima-se que a moeda americana atinja R$ 5,99.
Expectativas Inflacionárias
A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, permanece em 5,65% para 2025. Para os anos seguintes, as estimativas indicam uma inflação de 4,5% em 2026 e reduções progressivas para 4% em 2027 e 3,78% em 2028. Vale destacar que a previsão para 2025 excede o teto da meta de inflação estipulada pelo Banco Central, que é de 3%, com uma margem de tolerância de até 1,5 pontos percentuais tanto para cima quanto para baixo.
Recentemente, a inflação foi impulsionada pela alta nos preços da energia elétrica; em fevereiro, o IPCA registrou uma variação de 1,31%, o maior índice desde março de 2022 e o mais elevado para um mês de fevereiro desde 2003. Ao longo dos últimos doze meses, a inflação acumulada é de 5,06%.
Taxa Selic e Política Monetária
Para atingir suas metas inflacionárias, o Banco Central recorre à taxa básica de juros, atualmente fixada em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A necessidade de ajustar a Selic se tornou evidente diante da alta nos preços dos alimentos e da energia, além das incertezas na economia global. Em sua última reunião em março, o Copom decidiu aumentar a taxa em um ponto percentual, marcando assim o quinto aumento consecutivo no ciclo atual de aperto monetário.
Em comunicado oficial, o Copom ressaltou que a economia brasileira apresenta sinais de aquecimento, embora haja indícios de moderação na sua expansão. O colegiado alertou sobre os riscos associados à inflação nos serviços e comprometeu-se a acompanhar atentamente as diretrizes econômicas do governo.
As reuniões futuras do Copom sugerem um aumento na Selic “em menor magnitude” na próxima reunião programada para maio. Até dezembro deste ano, as expectativas do mercado financeiro apontam para um aumento da taxa básica até alcançar 15% ao ano. Para os anos subsequentes (2026 a 2028), espera-se uma redução gradual da Selic: projetando-se taxas de 12,5%, 10,5% e 10%, respectivamente.
A elevação da Selic visa conter uma demanda aquecida e seus efeitos sobre os preços. Juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança; no entanto, essa política pode dificultar também a expansão econômica devido ao aumento dos custos financeiros. Por outro lado, uma redução na taxa Selic tende a baratear o crédito e estimular tanto a produção quanto o consumo, favorecendo assim um crescimento econômico saudável.