Estados vão receber metade da multa da repatriação

Estados e União assinaram ontem (7) acordo para a liberação imediata para os entes federativos de metade dos valores arrecadados com a multa do programa de repatriação, sem contrapartida

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Os Estados, por sua vez, continuam prometendo enviar às assembleias legislativas medidas de ajuste fiscal, para que possam receber aval do Tesouro Nacional para novos pedidos de empréstimos no mercado a partir de janeiro.

Com o acordo, os governos estaduais retiraram os processos no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a multa da repatriação e o Ministério da Fazenda fará o repasse dos recursos na parcela do Fundo de Participação dos Estados (FPE) do dia 20. Os valores superam R$ 5 bilhões e serão rateados entre todas as unidades da Federação, segundo a divisão do FPE. O dinheiro é crucial para que alguns governos consigam fechar as contas do ano, incluindo o pagamento de 13.º dos servidores.

O governo federal pretendia vincular a liberação à assinatura de um pacto de austeridade, provocando revolta entre governadores, sobretudo do Nordeste, principal beneficiada no rateio do FPE. Agora, o compromisso com as medidas de ajuste fiscal será condição para que os Estados possam receber garantias da União em operações de crédito a partir de 2017.

E se o governo federal propunha uma série de medidas uniformes para a correção da trajetória fiscal dos cofres estaduais, os governadores se comprometeram a adotar ações de acordo com a realidade de cada Estado. Um documento assinado por eles traz apenas linhas gerais do que deverá ser seguido. Por exemplo, todos enviarão a seus legislativos propostas de criação de um teto para o crescimento dos gastos públicos por dez anos, mas alguns entes poderão optar pela correção desse limite pela inflação – como ocorre com o teto federal -, enquanto outros poderão usar a variação da Receita Corrente Líquida como parâmetro.

Haverá ainda uma negociação com os poderes estaduais para fixar tetos, de forma individualizada, para Poderes Judiciário e Legislativo, Tribunais de Contas, Ministério Público e Defensoria Pública.

Também é consenso entre os Estados o encaminhamento de medidas para o aumento da contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14% até 2019, mas nem todos se comprometem a cortar em até 20% o número de funcionários comissionados. Os governadores também propõem taxar aposentados e pensionistas.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, adiantou ontem que as medidas no seu Estado serão enviadas à assembleia legislativa ainda esta semana. “Farei até um ajuste mais severo, porque no meu caso também tenho compromisso de extinguir parte dos cargos temporários e comissionados.” Segundo ele, apenas os Estados que conseguirem aprovar as medidas fiscais receberão garantias da União em operações de crédito solicitadas a partir de janeiro.

“As operações que estão propostas até dezembro continuam com as premissas atuais. A partir de 1.º de janeiro, só poderão pedir operações de crédito ou fazer jus a operações de crédito, com aval da União, os governadores que tiverem aprovado medidas de ajuste. Essa é uma condição para os novos empréstimos”, comentou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 08/12/2016
  • Fonte: Sorria!,