Estados Unidos Impõem Novas Restrições de Viagem a Cidadãos de 12 Países

Trump impõe novas restrições de imigração para 12 países, incluindo Irã e Venezuela; conheça os detalhes das medidas e as reações internacionais.

Crédito: Daniel Torok/White House/FotosPúblicas

Ontem (04/06), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova política de imigração que proíbe a entrada no país de indivíduos oriundos de doze nações. As restrições se aplicam a Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iémen.

Sete outros países terão restrições parciais: Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela. Essas medidas estão programadas para entrar em vigor na próxima segunda-feira, dia 9 de junho.

Embora a proibição seja ampla, existem exceções que possibilitarão a entrada de alguns cidadãos desses países nos Estados Unidos. As especificidades dessas exceções ainda não foram totalmente divulgadas.

Emissão de Vistos Estudantis

Na mesma ocasião, Trump também emitiu uma ordem limitando a emissão de vistos para estudantes internacionais que desejam estudar em Harvard. A decisão foi interpretada como mais um ataque à prestigiada universidade americana, que Trump alega ser um centro acadêmico significativo para membros do Partido Comunista da China.

Em um vídeo divulgado em sua plataforma social Truth Social, Trump justificou a proibição citando um recente ataque violento ocorrido no Colorado como evidência dos “perigos extremos” associados à entrada descontrolada de estrangeiros nos Estados Unidos. O incidente envolveu um suspeito egípcio que lançou uma bomba incendiária contra manifestantes que apoiavam reféns israelenses em Gaza.

No mesmo vídeo, o presidente expressou preocupação com a permanência prolongada de visitantes temporários que ultrapassam o tempo permitido por seus vistos. “Não os queremos”, afirmou Trump.

Essa não é a primeira vez que Trump implementa restrições desse tipo; em 2017, ele já havia assinado uma ordem semelhante que afetava países como Irã e Líbia. Naquele momento, o governo adicionou outras nações à lista original.

Abigail Jackson, porta-voz da Casa Branca, reforçou que as ações do presidente são parte de seu compromisso em proteger os americanos contra potenciais ameaças externas. Em entrevista à CBS News, ela declarou: “Essas restrições são razoáveis e específicas para cada país e foram projetadas para abordar questões relacionadas à verificação insuficiente e altas taxas de permanência ilegal nos EUA.”

Em resposta às novas medidas impostas pelos Estados Unidos, Diosdado Cabello, ministro do Interior da Venezuela, expressou sua preocupação. Ele afirmou que “estar nos Estados Unidos é um grande risco para qualquer pessoa” e criticou os líderes americanos por serem considerados opressivos e discriminatórios.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 05/06/2025
  • Fonte: Sorria!,