Estado de SP amplia proteção às mulheres vítimas de violência
O movimento SP Por Todas fortalece o acolhimento a mulheres vítimas de violência com monitoramento de agressores e denúncias via aplicativo
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 30/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Governo do Estado de São Paulo consolidou, em 2026, uma das redes mais robustas do país voltadas à proteção de mulheres vítimas de violência. Por meio de uma estratégia que une tecnologia de ponta, integração entre forças de segurança e suporte psicossocial, o estado busca não apenas punir agressores, mas romper o ciclo de abusos antes que eles evoluam para casos fatais. A iniciativa central deste esforço é o movimento SP Por Todas, que centraliza serviços de saúde, justiça e autonomia financeira em uma única plataforma de suporte.
Monitoramento e tecnologia contra a impunidade
Uma das maiores inovações no combate ao feminicídio em solo paulista é o uso de tornozeleiras eletrônicas em agressores. São Paulo foi pioneiro na implementação deste sistema, que monitora 24 horas por dia homens que foram presos em flagrante e liberados condicionalmente pela Justiça. O objetivo é garantir que o agressor mantenha a distância estabelecida pelas medidas protetivas, acionando alertas imediatos à polícia caso haja aproximação indevida.
Para a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, a tecnologia é uma aliada na preservação da vida. “Isso permite que o agressor só circule mediante o monitoramento constante, para que evite o mal maior”, ressaltou em entrevista à Agência SP. Essa camada de vigilância oferece mais segurança para que as mulheres vítimas de violência consigam retomar suas rotinas sem o medo constante de novos ataques.
Canais digitais facilitam denúncias de mulheres vítimas de violência
Um dos principais obstáculos para o fim da violência doméstica é a dificuldade de denunciar o agressor enquanto se vive sob o mesmo teto. Para enfrentar esse desafio, o estado lançou o aplicativo SP Mulher Segura e a DDM Online. Essas ferramentas permitem que a vítima registre boletins de ocorrência e solicite medidas protetivas de urgência de forma remota e silenciosa, sem a necessidade de deslocamento imediato a uma delegacia física.
“A mulher tem várias portas para o atendimento 24 horas. Ela pode realizar um boletim de ocorrência e solicitar proteção estando no ônibus ou no trabalho”, explica Liporoni. Essa facilidade é crucial para alcançar as mulheres vítimas de violência que sofrem abusos psicológicos, patrimoniais ou morais — tipos de agressão que muitas vezes antecedem a violência física, mas que são igualmente destrutivos.
Acolhimento transversal e a Cabine Lilás
A estrutura de proteção em São Paulo conta hoje com as Salas de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) 24 horas e a inovadora Cabine Lilás, instalada no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Esse setor é especializado em despachar viaturas com prioridade máxima para casos de violência de gênero, garantindo que o primeiro atendimento seja feito por profissionais treinadas para o acolhimento humanizado.
A rede SP Por Todas foca ainda na autonomia financeira como forma de libertação. O programa articula cursos de capacitação e fomento ao empreendedorismo, entendendo que muitas mulheres vítimas de violência permanecem em situações de risco por dependência econômica. A integração envolve secretarias de Desenvolvimento Social, Saúde, Educação e Desenvolvimento Econômico, criando uma rede de proteção que vai além da repressão policial.
Como buscar ajuda em São Paulo
O governo estadual disponibiliza o portal www.spportodas.sp.gov.br, onde as cidadãs podem encontrar orientações detalhadas sobre como proceder em casos de risco. É fundamental que as mulheres vítimas de violência saibam que não estão sozinhas e que o estado oferece suporte jurídico e psicológico gratuito para ajudá-las a reconstruir suas vidas com dignidade e segurança.