Estações da Linha 4-Amarela viram centros culturais com arte acessível
Projeto Centenários transforma o metrô de São Paulo em espaço inclusivo com exposições interativas de artistas brasileiros
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 12/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O cotidiano apressado de quem circula pelo metrô de São Paulo ganhou um novo respiro: arte, literatura e música agora fazem parte da paisagem de algumas estações da Linha 4-Amarela. A mudança vem do Projeto Centenários, uma iniciativa do Instituto CCR que transforma espaços públicos em centros culturais acessíveis, com exposições dedicadas a artistas brasileiros que completam 100 anos.
Heitor Villa-Lobos, Clarice Lispector e mais
A Estação Pinheiros exibe uma mostra dedicada a Heitor Villa-Lobos, enquanto a Estação da Luz homenageia Clarice Lispector. As exposições não apenas celebram os legados desses ícones, como também foram pensadas para acolher todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais ou cognitivas.
Entre os recursos de acessibilidade disponíveis, há audiodescrição e áudio narração das peças expostas para pessoas com deficiência visual, além de interpretação em LIBRAS e legendas descritivas nos conteúdos musicais, audiovisuais e nas informações em texto. A linguagem simples, outro recurso de acessibilidade oferecido, facilita a compreensão para pessoas com deficiência intelectual e transtorno do espectro autista (TEA), e o uso de cores de alto contraste e fontes acessíveis melhora a leitura dos materiais para pessoas cegas ou com baixa visão.
Estética e acessibilidade para todos
A disposição das obras também segue critérios de acessibilidade: os espaços são amplos e com boa circulação para pessoas em cadeiras de rodas, e as obras estão dispostas de forma a garantir visibilidade para pessoas de baixa estatura. Elementos táteis convidam o público ao toque, criando experiências sensoriais mais completas, inclusive para crianças e pessoas em fase de alfabetização.
“A iniciativa do Instituto CCR em promover exposições plenamente acessíveis nas estações de metrô é um marco na democratização da cultura. Garantir que todas as pessoas possam vivenciar a arte com plena acessibilidade é essencial para a construção de uma sociedade mais inclusiva”, afirma Nara Monteiro, coordenadora do núcleo de acessibilidade da Escola de Gente, organização responsável pela curadoria em acessibilidade nesta exposição.
Outras três estações já contam com exposições: Candido Portinari (Estação Higienópolis-Mackenzie), Tomie Ohtake (Faria Lima) e Tarsila do Amaral (Oscar Freire). “O Projeto Centenários foi criado para transformar as estações em espaços vivos de cultura e conhecimento. Mais do que homenagens, queremos criar pontos de encontro onde o público possa interagir, se inspirar e se ver representado”, explica Renata Ruggiero, presidente do Instituto CCR.
Desde 2014, o Instituto CCR já destinou cerca de R$ 370 milhões a projetos de impacto social, beneficiando mais de 18 milhões de pessoas em 430 municípios. Só em 2024, ano em que completou uma década, a entidade investiu R$ 72 milhões – o maior valor desde sua fundação. Em abril do mesmo ano, o Grupo CCR anunciou o compromisso de aplicar R$ 750 milhões em iniciativas sociais até 2035.
Além do Centenários, o Instituto CCR é um dos maiores patrocinadores da cultura no Brasil, promovendo acesso gratuito a instituições como o Museu da Língua Portuguesa, Instituto Tomie Ohtake, Museu do Amanhã e Fundação Casa Jorge Amado, além de apoiar eventos como a Flip, a Flup, Flipelô, a Bienal do Livro de São Paulo e a Feira do Livro de São Paulo.