Estação Tatuapé recebe Exposição “Olhares da Amazônia II”

Exposição "Olhares da Amazônia II" na Estação Tatuapé leva a vida e a cultura ribeirinha do Pará, através de 41 fotos, a milhões de usuários da CPTM

Crédito: Divulgação/CPTM

O fluxo diário de milhões de passageiros que utilizam o sistema de trens metropolitanos em São Paulo ganha uma parada obrigatória para a reflexão cultural e ambiental. Quem passa pela movimentada Estação Tatuapé da CPTM, ponto de baldeação das Linhas 11-Coral e 12-Safira, tem a oportunidade única de fazer um mergulho visual na realidade do Norte do país. Até o dia 1º de dezembro, a exposição “Olhares da Amazônia II” transforma o cotidiano da viagem em uma jornada de descoberta sobre a vida às margens do Rio Arapiuns, afluente do Rio Tapajós, no Pará.

A mostra é um sensível retrato do cotidiano das comunidades locais, trazendo o olhar íntimo de quem vive e respira a floresta. O grande diferencial é que as fotografias foram capturadas pelos próprios moradores, incluindo crianças, jovens e adultos, que participaram de um projeto cultural e educativo realizado em julho deste ano (2025). As imagens traduzem em cliques a relação profunda dessas comunidades com a natureza, suas tradições ancestrais e o cotidiano ribeirinho.

A força do olhar individual na valorização da Amazônia

O projeto que deu origem à exposição “Olhares da Amazônia II” se concentrou em levar oficinas de fotografia e atividades culturais para diversas aldeias e comunidades da região. O objetivo não era apenas ensinar a técnica, mas principalmente estimular cada participante a ser o protagonista da sua própria narrativa. Ao invés de um olhar externo e distante, a mostra oferece uma perspectiva autêntica e inestimável, valorizando o território amazônico através da visão de seus habitantes.

A iniciativa é um poderoso reforço na tese de que a preservação e a valorização da Amazônia dependem intrinsecamente da escuta e da troca de saberes entre diferentes culturas. Ao exibir essas imagens em um dos centros urbanos mais densos do Brasil, a CPTM cumpre um papel fundamental na democratização do acesso à cultura e na promoção de um diálogo necessário entre a metrópole e a floresta. A exposição permite que o público urbano veja a Amazônia não como um bioma distante, mas como um lar repleto de histórias, tradições e esperança.

A CPTM como vitrine cultural para milhões

Rovena Rosa/Agência Brasil

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) atua como uma gigantesca galeria de arte a céu aberto, oferecendo cultura a uma audiência cativa de milhões de pessoas diariamente. A operadora de transporte ferroviário, que chega a transportar cerca de 1,2 milhão de passageiros por dia útil, utiliza seus espaços de circulação para aproximar o público de manifestações artísticas e sociais de grande relevância.

Os trens da CPTM percorrem, todos os dias, cerca de 53,5 mil km, o equivalente a mais de uma volta completa em torno da Terra, em 1.551 viagens programadas. Juntas, as quatro linhas do sistema somam 142 km de extensão, dos quais 74 km estão localizados na capital paulista, atendendo 12 municípios da Grande São Paulo. Ao sediar a exposição “Olhares da Amazônia II”, a companhia reitera seu compromisso social de ir além do transporte, fomentando a conscientização e a conexão cultural em meio à rotina acelerada dos passageiros.

A exposição pode ser visitada gratuitamente no mezanino da Estação Tatuapé no horário de funcionamento da estação, das 4h à meia-noite. É uma oportunidade imperdível para que os usuários da CPTM se conectem com a realidade vibrante e essencial dos povos ribeirinhos e reflitam sobre a importância da maior floresta tropical do mundo.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 28/11/2025
  • Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA