Está acontecendo a final Mundial de Futebol de Rua
Futebol de Rua, com patrocínio Volkswagen e apoio “A Chance to Play – O Direito de Brincar”, utiliza o esporte como ferramenta educativa e de promoção de uma cultura de paz
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 11/07/2014
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
São 24 times participantes de 20 países, formados por 300 jovens assistidos por projetos sociais nas comunidades onde vivem. Esses jovens estão aprendendo lições de cidadania e valores, como companheirismo, respeito, honestidade, educação e como conviver com as diferenças. No Brasil, o “Futebol de Rua” é um dos 12 projetos sociais oferecidos pelo programa “A Chance to Play – O Direito de Brincar” no entorno das quatro fábricas da Volkswagen do Brasil, desde 2013.
Com apoio do programa “A Chance to Play – O Direito de Brincar”, o Mundial de Futebol de Rua no Brasil também oferece a esses jovens a oportunidade de trocarem experiências de vida, com grandes ganhos em níveis cultural, social e de desenvolvimento pessoal”, diz Tuto Wehrle, coordenador do “A Chance to Play – O Direito de Brincar” e da ONG terre des hommes – Alemanha.
O vice-presidente do Comitê Mundial dos Trabalhadores da Volkswagen, Valdir Freire Dias (o Chalita), afirmou que é motivo de grande alegria reunir tantos países no Mundial de Futebol de Rua no Brasil. “O Futebol de Rua agrega valores e promove uma cultura de paz. Nós sempre incentivamos os trabalhadores da Volkswagen a se dedicarem e apoiarem trabalhos sociais. E aqui estamos visualizando o resultado de um projeto”, disse Chalita.
Segundo o ex-jogador de futebol argentino e idealizador da metodologia do “Futebol de Rua” Fabian Ferraro, essa prática esportiva e sociopedagógica busca entender o futebol como uma estratégia para gerar processos comunitários de transformação e impulsionar o desenvolvimento de lideranças. “O Mundial de Futebol de Rua promove a integração social, de diversas culturas, religiões e idiomas, entre jovens de periferias que vivem em situações difíceis, em locais onde geralmente há violência. O Mundial é estratégico porque muda realidades; esses jovens compartilham experiências e voltam de outra maneira para suas comunidades, muitas vezes assumindo o papel de líderes. Por meio do Futebol de Rua, eles começam a dialogar de outra maneira em suas comunidades”, afirmou Fabian Ferraro.
O jogador Alhassan Boumiuma, 19, de Gana, revela estar aprendendo muito com o “Futebol de Rua”: “É educativo”. Nos bastidores, esses jovens trocam experiências culturais, tais como música e dança; fazem amigos de diversas partes do mundo; começam a aprender outros idiomas, conversam sobre questões políticas, econômicas; muitos deles, inclusive, viajam para fora de seu país pela primeira vez, realizando sonhos: “Agradeço a Deus por estar aqui. É a primeira vez que viajo para fora de meu país. É maravilhoso!”, disse Aldair Rodriguez, 19, que joga pela Colômbia.
Como vêm de nações com realidades bem diferentes em muitos aspectos, tais como social, político, religioso, econômico ou cultural, eles têm compartilhado experiências de vida. O fato de os times serem sempre mistos (meninos e meninas jogam juntos), permite a integração entre os gêneros, com respeito dentro e fora de campo.
Outra diferença superada está em um time da Argentina, que conta com um jogador de 32 anos portador de deficiência. “O Futebol de Rua é um esporte emancipador, que permite entender outras realidades. Aqui temos diversas realidades juntas”, diz Leroy Mendonza, 21, de Bariloche.
PROGRAMAÇÃO DO MUNDIAL:
11 de julho (sexta-feira)
Horário: 14h (Quartas de final)
17h (Encerramento com show)
Local: Largo da Batata (Avenida Brigadeiro Faria Lima, Bairro Pinheiros, São Paulo – SP).
12 de julho (sábado)
Horário: 9h (Exibição de jogos amistosos e atividades artísticas)
14h (Semifinais e disputa do terceiro lugar)
15h (Final)
16h (Premiação e show de encerramento)
Local: Avenida Ipiranga (Altura da Praça da República, Centro, São Paulo – SP)
Entrada: gratuita para toda programação.