Esquema envolvendo fundos de pensão somou R$ 20 milhões, diz Lava Jato
O esquema de desvio de verbas de fundos de pensão desbaratado pela PF, na Operação Rizoma contou com lobistas do MDB e PT e gerou pelo menos R$ 20 milhões em propinas
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 12/04/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A Operação Rizoma, nova fase da Lava Jato no Rio, desencadeada nesta quinta-feira, 12 e Investiga o envolvimento de membros dos fundos dos Correios (Postalis) e Serviço Federal de Processamento de dados (Serpros), conforme informações de integrantes da força-tarefa da Lava Jato no Estado.
O cabeça era o empresário Arthur Machado, CEO da Americas Trading Group, e a prática, que vigora ao menos desde 2011, segundo o Ministério Público Federal, foi descoberta em colaboração premiada espontânea.
Os investigadores descobriram que o dinheiro gerado pelas práticas criminosas do ex-governador Sérgio Cabral (MDB) – preso em 2016 – movimentou também este esquema. Os doleiros utilizados pelos dois grupos coincidem. Não há indício de que Cabral tenha sido beneficiado desta vez.
O dinheiro foi lavado não só no Brasil, mas também nos Estados Unidos e na China. Nesta manhã, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Outras quatro pessoas deverão se entregar – a PF está em contato com seus advogados. Os crimes investigados são corrupção, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, inclusive fora do País, e crime contra o sistema financeiro nacional.
Segundo o procurador da República Eduardo El Hage, coordenador da Lava Jato no Rio, o esquema causou prejuízos não só aos pensionistas dos fundos, mas também à economia brasileira. “Seria muito saudável para a economia brasileira se os critérios dos investimentos dos fundos de pensão fossem técnicos”, afirmou. “Mas o que ocorreu no Brasil por muito tempo foi que partidos políticos indicaram pessoas para os fundos, e esses fundos escolhiam empresas com rating muito baixos, faziam aportes volumosos e depois havia cobrança de propina.”