Espetáculo "Projeto Terra Pátria" em Santo André

Apresentação será dia 21 de Setembro, na Escola Nacional de Teatro

Crédito: Danilo Martins Yoshioka

Um ator em cena. Uma “palestra” da qual não se sabe, enquanto espectador, o tema ou para que se veio, a princípio. Diante de seu público, um corpo que precisa falar-gritar, que transborda de si, da sua própria identidade inicial. Que começa a ser invadido por outros discursos.

Esse solo-manifesto pesquisa as relações contemporâneas e o hibridismo de indivíduos que ocupam o mesmo espaço urbano, permeado pela violência presente nesse cotidiano e que nos compõe de alguma forma. Busca ir além do julgamento de quem eles são, tentando entender seus pontos de contato, o que os identifica em suas fragilidades e contradições. Um vômito de pensamentos e vontades a partir de suas próprias perspectivas e construções sociais.

Esse “corpo-cidade” que se apresenta é permeado por figuras desterritorializadas que, dentro de sua diversidade, estão em busca das mesmas respostas: “por que achamos que levaremos alguma coisa daqui pra algum lugar melhor ou que nos transformaremos em pessoas incríveis e evoluídas e boas? por que teimamos em achar que essa terra é nossa a ponto de podermos pisar nela como queremos? Quem é nacional e quem é brasileiro?”.

Em Terra Pátria, a cidade permeia os movimentos do espetáculo, como se buscasse invadir e colocar uma lupa sobre a vida privada de cada cidadão que participa e compõe esse “Estado-Nação”, e está sujeito a ele. Uma tentativa de se partilhar o desconforto e a estranheza naturalizada desse cotidiano urbano, muitas vezes insalubre, manifestos na própria experiência estética dividida com o público nessa “palestra-manifesto”.

SINOPSE

Um homem se apresenta para dar início a sua palestra. Alguém que preza pela “segurança pública”, não se sabe exatamente quem. Sabe-se apenas que tudo o que restou é esse momento em que ele tem a palavra. Ele quis muito que chegasse para dizer algo que valha a pena. Ele começa sua apresentação e durante sua palestra seus discursos começam a se deslocar; palestra se transfigura em manifesto. Esse corpo de partida é invadido por outras figuras presentes no cenário urbano que precisam falar através dele, a violência institucional e cotidiana da cidade grita. Um corpo que transborda discursos e experiências se transfigura em um corpo-cidade. Um corpo que precisa falar-gritar-dançar, que não cabe mais em si, que quis tanto que esse momento chegasse para tentar dizer qualquer coisa.

FICHA TÉCNICA

ARGUMENTO – Cássio Rothschild

DIREÇÃO – Vivian Valente

DRAMATURGIA – Bruno Canabarro

ATUAÇÃO – Cássio Rothschild

PRODUÇÃO – Tomás Braune

DESENHO DE LUZ – Pedrinho Augusto

FIGURINO e CENÁRIO – Cássio Rothschild, Vivian Valente

AUDIOVISUAL – Cássio Rothschild e Vivian Valente

FOTOGRAFIA – Danilo Martins Yoshioka

ASSESSORIA DE IMPRENSA –  Telma Razera

Informações:

QUANDO: 21 de Setembro

ONDE: Escola Nacional de Teatro (Rua Sen. Fláquer, 958, Santo André)

HORÁRIO: 20h

PREÇO: R$30,00/R$15,00

INGRESSOS: www.sympla.com.br ou na bilheteria

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 12/09/2019
  • Fonte: Farol Santander São Paulo