Especialista alerta para as doenças de pele durante o verão
Micose, manchas e queimaduras na pele são as doenças mais comuns durante o verão e podem ser evitadas com cuidados básicos de higiene e proteção
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 18/12/2013
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O verão chega oficialmente em dezembro, mas já é possível perceber o aumento das temperaturas, o que leva as pessoas se expor mais ao sol e aumentar a frequência à praia e piscina. Neste período há um aumento da transpiração e umidade do corpo, que elevam as doenças de pele. Segundo o médico Odair Branco da Santa Casa de Mauá, as pessoas devem redobrar os cuidados com a higiene para evitar a contaminação, já que os fungos estão presentes em todos os lugares e se proliferam com mais facilidades nestas condições.
De acordo com o especialista o que mais leva as pessoas aos consultórios são as micoses, características do verão e responsáveis por metade das consultas médicas neste período. “O aumento da temperatura e umidade cria uma situação e condições favoráveis para proliferação de fungos, principalmente entre os dedos dos pés e na virilha”.
A micose pode ser superficial ou profunda. No primeiro caso, os fungos atingem a parte externa da pele, ao redor dos pelos ou das unhas e alimentam-se de queratina – proteína. A micose superficial mais comum é a frieira, também conhecida como pé-de-atleta, e normalmente atinge a pele entre os dedos dos pés.
As micoses profundas – infecções fúngicas – afetam a profundidade da pele. Porém ela pode ser subcutânea, atingindo a circulação sanguínea e linfática, além de chegar aos órgãos internos como pulmões, intestinos, ossos e até o sistema nervoso, gerando sérias complicações.
“Como no primeiro momento o sintoma é o desconforto da coceira, pode à primeira vista não representar perigo, mas a questão é o risco de infecção secundária, esse tipo de lesão pode servir de porta de entrada para bactérias levando a doenças mais graves em outras partes do corpo”, alerta o especialista.
Vale lembrar que a micose de praia – Pitiríase versicolor – não é adquirida no litoral ou piscina, o fungo já está presente na pele e seu desenvolvimento ocorre em algumas pessoas fazendo com que a pele contaminada não se bronzeie durante exposição ao sol.
As formas mais comuns de se contrair as micoses são por meio do contato com animais de estimação; chuveiros públicos; lava-pés de piscinas e saunas; andar descalço em pisos úmidos ou públicos; toalhas compartilhadas ou mal-lavadas; equipamentos de uso comum como botas e luvas; roupas e calçados de pessoas infectadas; alicates de cutículas, tesouras e lixas não esterilizadas; contato com material contaminado e o uso de roupas úmidas por tempo prolongado.
A cura para a doença pode demorar alguns meses, o tratamento exige persistência, já que muitas vezes o fungo parece ter sido eliminado, quando na verdade ele ainda permanece no corpo. Portanto, o tratamento não deve ser interrompido e é importante seguir todas as orientações do especialista.
Outra doença de pele típica da estação é a larva migrans ou bicho geográfico, causada por parasitas intestinais do cão e do gato, que ao defecarem na terra ou areia eliminam nas fezes ovos que se transformam em larvas, que penetram na pele causando a doença.
Além disso, as manchas causadas pela exposição ao sol contribuem com 30% dos atendimentos. As queimaduras de sol são as lesões mais perigosas no verão e podem evoluir para um tipo de câncer de pele conhecido como melanoma. Para evitá-las é necessário abrigar-se do sol das 10h às 16h, usar protetor solar de acordo com o tipo de pele, usar bonés e chapéus para proteger o rosto, são alguns cuidados que se deve ter durante a exposição.
“As pessoas também devem ficar atentas com as frutas cítricas, como o limão, figo, manga e caju, pois o sumo em contato com a pele exposta ao sol pode causar manchas, tipo queimadura”, alerta o especialista.