Escrituras em São Bernardo garantem posse a 93 famílias
O reconhecimento habitacional no Grande Alvarenga sela o fim de uma longa espera. Moradores comemoram a valorização imobiliária definitiva
- Publicado: 20/10/2026 16:48
- Alterado: 20/10/2026 16:49
- Autor: Leonardo Nogueira
A regularização fundiária avança no ABC Paulista. A emissão das escrituras em São Bernardo encerrou a angústia de 93 famílias que viviam na informalidade há quase quarenta anos. O prefeito Marcelo Lima oficializou o ato nesta segunda-feira (19) diretamente no bairro beneficiado. O documento reconhece o suor de quem ergueu sua casa com muito sacrifício e necessitava da chancela estatal.
O impacto das escrituras em São Bernardo no mercado local

O assentamento do Jardim Ana Falletti começou a ganhar forma no ano de 1985. A área de interesse social demandava intervenção prioritária do poder público para evitar a exclusão urbana. Técnicos ligados à Secretaria de Habitação mapearam as necessidades geográficas para viabilizar a documentação jurídica.
A administração municipal investe valores expressivos na documentação cartorária gratuita. O município custeia cerca de R$ 1.500 por cada registro imobiliário emitido. A prefeitura já distribuiu mais de 9.500 títulos desde o mês de janeiro de 2025. Esse volume ilustra a necessidade de acelerar a entrega de escrituras em São Bernardo para proteger o patrimônio da população periférica.
O evento noturno mobilizou a comunidade inteira e rendeu depoimentos contundentes. Cidadãos históricos da região do Grande Alvarenga sentiram o alívio que apenas o papel timbrado com validade legal consegue proporcionar.
“Nós conhecemos a luta de quem trabalhou a vida toda pra comprar seu terreno. Um documento que dá segurança jurídica para os moradores, e que valoriza os imóveis.” (Marcelo Lima).
Relatos de quem aguardava as escrituras em São Bernardo
O passado da ocupação exigiu resistência extrema dos primeiros habitantes locais. Faltava infraestrutura de saneamento e pavimentação. A líder comunitária Sandra Regina de Santana, atual presidente da Associação de Moradores, lembrou da infância difícil sem água encanada nas ruas de terra. Hoje, aos 56 anos, ela ergue seu título de posse.
O processo de urbanização superou obstáculos severos até a entrega das matrículas:
- O loteamento cresceu sobre um terreno tomado por lama e mato denso.
- As famílias detinham apenas contratos precários de gaveta sem amparo jurídico.
- A titularidade definitiva protege as residências contra especulações e reintegrações.
“Quem não quer a documentação do seu imóvel? Eu só tinha documento de gaveta, e agora tenho o título nas minhas mãos. Agradecemos o empenho de cada um.” (Sandra Regina de Santana).
O morador Everildes Paulo dos Santos, de 76 anos, resume o sentimento coletivo de libertação. Ele construiu sua vida no bairro durante quase quatro décadas ininterruptas de trabalho. O idoso definiu o marco habitacional como um verdadeiro dia de glória para a classe trabalhadora.
A segurança jurídica molda o futuro do Grande Alvarenga
A posse definitiva altera imediatamente a realidade econômica das famílias paulistas. O imóvel registrado em cartório permite aos proprietários o acesso a linhas de crédito bancário e facilita reformas estruturais financiadas. A modernização urbana exige a emissão contínua de escrituras em São Bernardo para erradicar a vulnerabilidade territorial e garantir o pleno direito à moradia.