Escola do Novorizontino em São Bernardo foca na inclusão pelo esporte

Unidades do clube nos bairros Paulicéia e Suíço adaptam comunicação e rotina esportiva para acolher alunos com TEA, Down e TDAH.

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As unidades do Novorizontino nos bairros Paulicéia e Suíço, em São Bernardo do Campo, transformaram suas quadras em polos de futebol inclusivo. A iniciativa integra jovens e crianças atípicas, diagnosticadas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), síndrome de Down e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), às atividades esportivas regulares do clube paulista.

O projeto nasceu da articulação contínua entre as equipes técnicas das escolinhas, familiares dos alunos e uma vereadora do MDB, mãe atípica e fundadora do projeto TEAcolher, sediado no Rudge Ramos, em São Bernardo. Os profissionais do clube passaram por formações focadas em neurodiversidade com o objetivo de reestruturar as aulas e garantir um ambiente integralmente receptivo.

Adaptações práticas no futebol inclusivo em São Bernardo

A rotina diária nas quadras aurinegras exige ajustes pontuais na comunicação e a divisão dos exercícios físicos e táticos em etapas menores. O ritmo de aprendizado individual de cada aluno orienta o planejamento das aulas, garantindo que o futebol inclusivo atue prioritariamente como ferramenta de convivência. A comissão técnica prioriza a evolução comportamental em vez de cobrar apenas o desempenho competitivo.

Apoiar esse tipo de ação significa abrir portas para pequenos que, muitas vezes, só ouviram ‘não’ quando tentaram participar de uma atividade esportiva tradicional. Quando o esporte é pensado desde o início para incluir pessoas neurodivergentes, ele deixa de ser apenas lazer e passa a ser cuidado, saúde, autonomia e pertencimento para as famílias”, explicou a parlamentar envolvida na articulação.

O impacto do futebol inclusivo no comportamento

O corpo docente das unidades precisou rever antigos conceitos de treinamento para colocar a metodologia em prática. “Vale a pena abrir as portas. A inclusão transforma não só a vida deles, mas também a de todos que convivem com eles. Não precisa começar perfeito, o importante é começar com amor, respeito e disposição para aprender”, ressaltou o treinador e professor Edgar Lara.

As famílias dos jovens atletas observam avanços rápidos na capacidade de socialização e no fortalecimento da autoestima dos participantes logo nos primeiros meses de treino. O trabalho diário das escolinhas consolida o futebol inclusivo como um modelo esportivo viável, seguro e necessário para garantir o desenvolvimento motor e cognitivo de crianças neurodivergentes no município.

  • Publicado: 23/05/2026 08:44
  • Alterado: 23/05/2026 08:44
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Novorizontino