Escola Cívico-Militar inicia hoje em 100 unidades de SP

Novo modelo educacional arranca nesta segunda (2) com policiais da reserva na monitoria e aprovação prévia das comunidades escolares.

Crédito: Flávio Florido/EducaçãoSP

A Escola Cívico-Militar dá a largada oficial na rede estadual nesta segunda-feira (2), abrangendo 100 unidades de ensino que aderiram ao projeto. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) distribuiu o novo modelo entre a capital e 88 municípios, cobrindo região metropolitana, litoral e interior, após um rigoroso processo de consulta pública.

A decisão pela mudança não foi unilateral. O governo estadual exigiu a aprovação direta das comunidades locais para validar a transformação das unidades. Participaram do processo de escolha:

  • Pais ou responsáveis por alunos menores de 16 anos;
  • Estudantes a partir de 16 anos (ou familiares, em caso de abstenção);
  • Professores e demais profissionais da equipe técnica escolar.

Papel dos monitores na Escola Cívico-Militar

Embora a gestão pedagógica permaneça inalterada, seguindo o Currículo Paulista e as avaliações padrão da Seduc-SP, a estrutura organizacional ganha novos contornos. O diferencial central da Escola Cívico-Militar reside na presença de policiais militares da reserva.

Estes profissionais atuarão exclusivamente como monitores. Suas funções abrangem a segurança, a disciplina, o acolhimento e o fomento de valores cívicos entre os estudantes. A seleção desses monitores envolveu uma banca avaliadora que analisou títulos e a aptidão para o ambiente escolar.

Para garantir a qualidade do convívio, os reservistas passarão por avaliações periódicas feitas por diretores e alunos. O modelo prevê ainda uma análise de desempenho semestral para confirmar a adaptação e a permanência do profissional no programa.

Capacitação obrigatória e perfil das unidades

Antes de assumirem os postos, os monitores da Escola Cívico-Militar cumprem uma capacitação obrigatória de 40 horas. O curso, fruto de uma parceria com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), aborda psicologia escolar, desafios contemporâneos e cultura de paz.

O secretário da Educação, Renato Feder, destaca a estratégia de localização das unidades:

“O programa Escola Cívico-Militar é mais uma opção às famílias paulistas. Nossa rede é grande e nossa proposta é atender diferentes públicos de acordo com o que eles acreditam ser melhor para seus filhos. Além disso, optamos por distribuir as unidades em todas as regiões do Estado e em municípios com índice de desenvolvimento humano (IDH) abaixo das médias estaduais e nacionais.”

Regimento interno foca em direitos e deveres

A implementação do projeto exigiu a criação de um regimento interno específico. O documento assegura que a direção da escola continua sob responsabilidade de um diretor nomeado pela Secretaria, sem interferência militar na gestão pedagógica.

O guia de conduta estipula que a disciplina exigida na Escola Cívico-Militar não deve ser confundida com censura. O texto garante a liberdade de expressão e opinião, desde que exercida com responsabilidade e foco no bem comum. A Seduc-SP orienta que a aplicação das normas evite tanto o rigor excessivo quanto a leniência.

Feder reforça que o objetivo final é o engajamento estudantil. A expectativa é que, ao consolidar o modelo de Escola Cívico-Militar, o estado promova um ambiente de aprendizado pautado pela ética, responsabilidade e respeito mútuo.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 02/02/2026
  • Fonte: FERVER