Erick Jacquin detona pão francês brasileiro em entrevista
Erick Jacquin não poupa críticas e compara a qualidade do pão francês encontrado no Brasil com a excelência das padarias da França
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 28/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O chef de cozinha Erick Jacquin, renomado jurado do MasterChef Brasil, acendeu um debate nas redes sociais e no cenário gastronômico ao tecer comentários ácidos sobre a qualidade do pão francês popularmente consumido no Brasil. Durante uma entrevista no programa “De Frente com Blogueirinha“, o chef franco-brasileiro, conhecido por sua franqueza e exigência, não hesitou em classificar o alimento básico das mesas brasileiras como “uma m*rda”.
A crítica de Jacquin vai além do sabor, mirando a estrutura comercial das padarias nacionais. Em um choque cultural e gastronômico, o chef comparou o modelo de negócios brasileiro com o tradicional francês, onde o foco principal é a excelência do produto.
O segredo francês e a crítica direta de Erick Jacquin ao Pão Francês
Para Erick Jacquin, a diferença gritante na qualidade entre os pães está na pureza do negócio. Na França, a padaria (ou boulangerie) mantém uma dedicação quase artesanal. “Uma padaria na França é uma padaria. Não vende Coca-Cola, não vende cigarro, não vende manteiga”, afirmou o chef. A argumentação central é que a diversificação excessiva no Brasil dispersa a atenção e, consequentemente, a qualidade do produto principal.
Questionado pela influenciadora Blogueirinha se a diferença estaria “só no pão”, Jacquin foi direto ao ponto. “Por isso que o pão é bom. Aqui, o pão é ruim. Tem poucas padarias que fazem pão bom”, disparou, evidenciando que a busca por atender a múltiplos nichos (de mercearia a lanchonete) compromete a arte da panificação.
O chef Erick Jacquin não amenizou a sua opinião nem mesmo ao se referir ao queridinho das manhãs: “Esse que chamam de pão francês é bom? É uma m*rda. É verdade. Eu como às vezes porque não tem outra coisa, mas não é bom”, completou Jacquin. A repetição da palavra-chave é natural aqui, dada a relevância do alimento criticado. Ele ainda reforçou a frustração pessoal ao mencionar sua rotina: “Moro do lado de uma padaria e o pão francês é péssimo. A padaria é mais perto, vou fazer o quê”, disse, demonstrando que mesmo um chef renomado enfrenta dificuldades em encontrar um produto de qualidade superior.
Um sinal de esperança para a Panificação no Brasil
Apesar das críticas contundentes, Jacquin trouxe uma nota de otimismo para o futuro da panificação brasileira. Em sua visão, a cena gastronômica do país está em ascensão, e o segmento de panificação não é exceção.
“Hoje, tem padarias boas, que fazem coisas boas. Está subindo muito a qualidade rapidamente”, analisou o chef. Esta observação indica que, embora o pão francês tradicional e popular ainda careça de excelência, uma nova geração de padeiros e estabelecimentos focados na qualidade e em métodos artesanais está elevando o padrão. A crítica serve, portanto, como um chamado de atenção para o setor, estimulando a busca pela qualidade que faz o pão na França ser tão reverenciado.
A declaração de Jacquin, que critica o pão francês com tanta veemência, gerou uma imediata polarização de opiniões nas redes sociais, reacendendo o debate sobre a identidade e a qualidade dos alimentos mais consumidos no país. Para o chef, o caminho é claro: mais foco, menos dispersão e a busca incessante pela perfeição na produção daquele que é um dos pilares da cultura alimentar mundial.