Equipes de atenção domiciliar fazem 500 visitas em um mês
Programa conta com cinco equipes em São Bernardo, que atendem 298 pacientes; enfermeiros realizaram 1,5 mil procedimentos
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 15/11/2014
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
As cinco equipes do Programa de Atenção Domiciliar (PID) da Prefeitura de São Bernardo do Campo realizaram, em outubro, média de 500 atendimentos aos 298 pacientes que são cuidados em casa, sendo 22 crianças. No mesmo mês, os enfermeiros do programa realizaram cerca de 1,5 mil procedimentos, entre os quais, ministrar medicamentos e trocar determinados tipos de curativo, além de dar orientações aos cuidadores, geralmente alguém da família do paciente.
A gerente do PID Rosemary dos Passos Magalhães explica que a periodicidade das visitas depende de cada caso. “Temos pacientes que visitamos duas vezes ao dia para ministrar medicamentos. Em outros casos, vamos a cada 15 dias.” O programa tem capacidade para atender pacientes em estados mais graves. “A atenção domiciliar é uma modalidade de atendimento alternativo à internação hospitalar”, disse.
As cinco Equipes Multiprofissionais de Atendimento (Emad) – eram quatro até agosto — são formadas por um médico, um enfermeiro ou técnico de enfermagem, um assistente social e um fisioterapeuta, e cada uma pode atender até 60 pessoas. Há também uma Equipe Multiprofissional de Apoio (Emap), que conta com fisioterapeuta, fonoaudiólogo e nutricionista que também fazem o acompanhamento dos pacientes. A expectativa é que em 2015 o programa seja ampliado para sete Emads e duas Emaps. A quantidade de equipes depende do tamanho da população da cidade.
CUIDADORES – As pessoas atendidas pelo programa são aquelas com internações prolongadas, portadores de doenças crônicas ou degenerativas, pacientes com cuidados paliativos, com incapacidade funcional provisória ou definitiva. “Porém, é importante que haja o cuidador. É essa pessoa que a equipe irá orientar sobre os cuidados e necessidades dos pacientes”, diz a gerente.
Atendido pelo programa há quatro anos, o paciente Luiz Felipe dos Santos Carvalho é acometido por doença neurológica degenerativa e tem como cuidadora a esposa, Silvanei Martins Miranda. Uma vez por semana, uma equipe visita a residência do casal para analisar o estado de saúde do paciente.
A cuidadora relata que tomou conhecimento do programa por indicação de uma assistente social. “Antes, quando a situação de saúde dele ficava grave, corríamos para o hospital. Com a inclusão no programa, essa correria acabou e o estado de saúde dele foi se estabilizando”, disse.
Quanto ao atendimento, Silvanei destaca que recebeu todas as orientações e treinamento necessários para cuidar do marido. “Além disso, a equipe é muito atenciosa durante as visitas, e se tenho alguma dúvida ou dificuldade, eles sempre ajudam”, afirmou.
Entre as orientações estão a observação dos sinais e sintomas do paciente, banhos no leito e no chuveiro, higiene pessoal, alimentação por via oral e por sonda, curativos, mudança de decúbito, higiene de vias aéreas, mobilização ativa e passiva no leito.
Uma vez por mês, há reuniões com os cuidadores na Central do PID, no Hospital Municipal de Clínicas, na qual são abordados vários temas pela equipe multiprofissional do programa, incluindo cuidados com o paciente acamado. “Não há obrigatoriedade de participação, mas é um momento em que essas pessoas podem trocar experiências e informações”, explica a gerente.
AMPLIAÇÃO – Criado em 2009, o PID substituiu o antigo Programa de Assistência Domiciliar (PAD), que na época contava com uma equipe e não havia condições de ser ampliado e de realizar atendimento satisfatório à população. Com a reestruturação, houve o credenciamento junto ao Ministério da Saúde, por meio do programa federal Melhor em Casa, o que permitiu aumentar o número de profissionais envolvidos nesse trabalho.
O programa tem portas abertas, e os pacientes acessam o serviço por meio de encaminhamento dos médicos da rede de Saúde, mas uma equipe do PID avalia o paciente, para analisar se ele tem condições de ingressar no programa. “A partir disso, o programa passa a oferecer atendimento periódico na residência, além de dar os insumos necessários, como medicamentos e oxigênio, entre outros”, explicou Rosemary.