Equipe Mitsubishi Petrobras volta ao Top 10 no Rally Dakar
Carlos Sousa / Paulo Fiuza estão na 8ª colocação da classificação geral. Guilherme Spinelli / Youssef Haddad terminam o dia em 18º e estão prontos para encarar a etapa maratona
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 11/01/2015
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
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O sexto dia do Rally Dakar teve um trecho cronometrado entre as cidades de Antofagasta e Iquique, no Chile, com 255 quilômetros pelas dunas do Deserto do Atacama.
“Foi uma etapa fantástica, com fesh fesh e a última parte em dunas, que fomos bem. O ASX Racing está bom e a navegação foi impecável”, disse Carlos Sousa que, ao lado de Paulo Fiuza, completou o dia na 13a posição, subindo para a 8a colocação na classificação geral, com 21h13min29.
Sobre os problemas enfrentados com a suspensão, Carlos afirma que a equipe tem trabalhado ao máximo para resolver. “O carro está sendo muito resistente até agora. O problema é com o fornecedor da suspensão de competição, que requer um trabalho especifico para uma prova tão dura como o Dakar”, disse o piloto. “Hoje colocamos a faca nos dentes para chegar até o fim. Demos o máximo possível na segunda parte, pois o impacto da suspensão na areia é menor. Fomos bastante rápidos nesse trecho.”
Com uma estratégia de equipe, Guilherme Spinelli e Youssef Haddad, que largaram à frente de Carlos e Paulo na etapa de hoje, abriram caminho para que eles pudessem passar e ir “escoltando” a dupla até o fim da especial. “Paramos para esperar o Carlos. Esse é o objetivo e estamos prontos para amanhã. A especial não era muito longa, mas bem dura, principalmente no inicio”, disse Guiga, que terminou o dia na 18a posição e está em 21o no geral. “Tivemos bastante navegação por CAP, que é sempre mais complicado. Mas deu tudo certo”, afirma Youssef.
São dois dias que passam a ser somados como um, totalizando 1.380 quilômetros e 553 km de especiais. “O fato do Guiga estar atrás de nós e nos auxiliando se precisarmos é um grande alívio. Psicologicamente, mesmo que não precisemos da ajuda, já é fantástico”, disse Carlos. “Queremos chegar bem à Uyuni e fazer a revisão nos carros. No outro dia, é só colocar as luvas e acelerar.”
“São duas etapas sem assistência. Temos que ter mais precaução, dobrar a atenção aos avisos de perigo na planilha para que possamos poupar o carro”, garante Paulo.
Etapa 7 – 10 de janeiro
Iquique (CHL) / Uyuni (BOL)
Deslocamento: 396 km
Especial: 321km
Total: 717 km
Depois da calorosa recepção em Iquique, a Equipe Mitsubishi Petrobras parte em direção à Bolívia. A altitude será determinante, com trechos que podem chegar aos 3.500 metros.