Entidade internacional destaca alta da febre amarela no Brasil
Organização Panamericana de Saúde (Opas) divulga informe destacando o risco de surto se expandir no País e admitindo que há limitação de vacinas para toda a população
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 15/01/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Informe divulgado neste fim de semana pela Organização Panamericana de Saúde (Opas), braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), destaca o crescimento da febre amarela no Brasil, alerta para o risco de o surto no País se expandir e admite que há limitação de vacinas para toda a população.
A Opas afirma que a América Latina registra desde 2016 o maior número de casos da doença em décadas. “O aumento tem relação com um ecossistema favorável à disseminação do vírus e uma população não imunizada”. Segundo a organização, entre janeiro de 2016 e dezembro de 2017, sete países das Américas registraram casos: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Peru e Suriname
Mas, desde 13 de dezembro de 2017, apenas o Brasil teve novos casos. Segundo a Opas, foram 777 casos entre o segundo semestre de 2016 e junho de 2017, com 261 mortes. Depois, porém, o País viveu uma fase de baixa transmissão. Recentemente, o número de macacos infectados surpreendeu. O informe diz que é preciso o uso racional da vacina, diante da limitação na disponibilidade, e que 95% da população em áreas afetadas devem ser vacinadas.
O que surpreendeu a entidade foi que, entre julho de 2017 e a primeira semana de 2018, um total de 2.296 casos suspeitos entre animais foram observados no País, sendo que 358 foram confirmados. O Estado de São Paulo registrou o maior número (322); Minas teve 32 e o Rio, apenas 3.
“A ocorrência de epizoóticos (casos entre animais) confirmados em Minas Gerais e São Paulo nas mesmas áreas afetadas pelo surto de 2016 e 2017 sugere a persistência do risco de ocorrência de casos humanos”, alertou a Opas.
De acordo com a entidade, casos foram registrados em “locais que eram considerados anteriormente como sendo de baixo risco de febre amarela”. Também chamou a atenção a ocorrência da doença no Estado de São Paulo, “inclusive durante meses com baixas temperaturas e condições climáticas não favoráveis à transmissão”.
A Opas ainda faz uma advertência regional, diante do quadro brasileiro, seguido pelo aparecimento da doença na Argentina e no Paraguai: “É necessário monitorar de perto a situação da febre amarela no Sul e Sudeste do Brasil”.
VACINAÇÃO
O documento da agência também retrata a situação da vacinação na região. “Diante da limitação na disponibilidade de vacinas e com o objetivo de promover seu uso racional”, é recomendação é para que pelo menos 95% da população residente seja vacinada. No entanto, “países que não estejam experimentando surtos não devem conduzir campanhas de imunização”.