Ensino Médio Técnico de SP recebe R$ 3 bilhões no orçamento de 2026
Governo de SP amplia investimento em 16% e mira meta da OCDE com expansão recorde de matrículas na rede pública e parcerias.
- Publicado: 03/02/2026
- Alterado: 04/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Michel Teló
O Ensino Médio Técnico consolida-se como pilar estratégico da educação paulista com a sanção da Lei Orçamentária Anual (LOA). Para o ano de 2026, o Governo de São Paulo destinou um montante de R$ 3 bilhões exclusivamente para essa modalidade, representando um crescimento real de 16% em comparação aos R$ 2,5 bilhões executados no exercício anterior.
Essa injeção de recursos no ensino médico técnico visa sustentar a expansão acelerada da rede. Desde 2023, o número de estudantes cursando o currículo duplo saltou de 137 mil para 321 mil matrículas atuais. O volume já abrange 40% dos alunos das 2ª e 3ª séries, aproximando o estado dos índices da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), onde a média de adesão à formação técnica é de 44%.
Expansão do Ensino Médio Técnico e modelos de oferta
A gestão dos recursos é compartilhada entre a Secretaria de Educação e o Centro Paula Souza, autarquia vinculada à pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação. Para garantir que o ensino médio técnico chegue a todas as regiões, o estado diversificou os formatos de aula na rede pública:
- Professores da Seduc-SP: Ministram aulas diretamente nas escolas estaduais.
- Integração com Etecs: Docentes das Escolas Técnicas Estaduais atuam dentro das unidades regulares.
- Parceria Senai: Aulas realizadas nas unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial em contraturno.
- Parceria Senac: Modelo similar ao do Senai, focado nas áreas de comércio e serviços.
Atualmente, a grade curricular oferece 60 opções de formação. Apenas dentro das escolas estaduais, 11 cursos têm alta demanda, incluindo ciência de dados, desenvolvimento de sistemas, agronegócio e enfermagem.
“São Paulo caminha para alcançar a média dos países da OCDE em relação ao número de estudantes matriculados.”
Estágios remunerados e inserção no mercado
A verba aprovada também fortalece o programa Bolsa Estágio Ensino Médio (BEEM). A iniciativa conecta estudantes das 2ª e 3ª séries do itinerário técnico a oportunidades remuneradas. A projeção oficial indica que 30 mil jovens serão beneficiados ao longo de 2026.
Para participar, o aluno deve ter no mínimo 16 anos, manter frequência escolar superior a 85% e ter realizado o Provão Paulista Seriado. O programa já conta com quase 3 mil empresas conveniadas, criando uma ponte direta entre a sala de aula e o setor produtivo.
Raio-x do orçamento estadual
A LOA fixa as despesas públicas totais de São Paulo em R$ 382,3 bilhões para este ano, um acréscimo de R$ 10 bilhões sobre 2025. O foco em infraestrutura e logística permanece, com destaque para o túnel Santos-Guarujá, mas a educação profissionalizante garantiu seu espaço nas prioridades fiscais.
Confira abaixo o detalhamento dos investimentos específicos para a área, incluindo o ensino médio técnico:
| Categoria | 2025 | 2026 |
|---|
| Ensino médio técnico total | R$ 2,5 bi | R$ 2,9 bi |
| Ensino Técnico Integrado ao Médio | R$ 981.059.317 | R$ 1.120.786.345 |
| Desenvolvimento da Educação Profissional Técnica | R$ 1.396.425.923 | R$ 1.711.665.107 |
| Formação Articulada (AMS) | R$ 442.332 | R$ 501.192 |
| Oferta de Aulas de Educação Técnico Profissional | R$ 140.837.230 | R$ 150.075.603 |
Os dados evidenciam que a maior fatia do aumento orçamentário está concentrada no desenvolvimento da Ensino Médico Técnico, assegurando a qualidade pedagógica diante do aumento de vagas.
Com a execução destes valores, o estado busca não apenas cumprir metas quantitativas, mas garantir que a qualificação profissional resulte em empregabilidade real. A estratégia de alinhar o currículo às demandas de mercado, financiada por este novo orçamento, reforça o compromisso de longo prazo com o Ensino Médio Técnico.