Ensino Médio Técnico de SP recebe R$ 3 bilhões no orçamento de 2026

Governo de SP amplia investimento em 16% e mira meta da OCDE com expansão recorde de matrículas na rede pública e parcerias.

Crédito: Divulgação/Governo de SP

O Ensino Médio Técnico consolida-se como pilar estratégico da educação paulista com a sanção da Lei Orçamentária Anual (LOA). Para o ano de 2026, o Governo de São Paulo destinou um montante de R$ 3 bilhões exclusivamente para essa modalidade, representando um crescimento real de 16% em comparação aos R$ 2,5 bilhões executados no exercício anterior.

Essa injeção de recursos no ensino médico técnico visa sustentar a expansão acelerada da rede. Desde 2023, o número de estudantes cursando o currículo duplo saltou de 137 mil para 321 mil matrículas atuais. O volume já abrange 40% dos alunos das 2ª e 3ª séries, aproximando o estado dos índices da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), onde a média de adesão à formação técnica é de 44%.

Expansão do Ensino Médio Técnico e modelos de oferta

A gestão dos recursos é compartilhada entre a Secretaria de Educação e o Centro Paula Souza, autarquia vinculada à pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação. Para garantir que o ensino médio técnico chegue a todas as regiões, o estado diversificou os formatos de aula na rede pública:

  • Professores da Seduc-SP: Ministram aulas diretamente nas escolas estaduais.
  • Integração com Etecs: Docentes das Escolas Técnicas Estaduais atuam dentro das unidades regulares.
  • Parceria Senai: Aulas realizadas nas unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial em contraturno.
  • Parceria Senac: Modelo similar ao do Senai, focado nas áreas de comércio e serviços.

Atualmente, a grade curricular oferece 60 opções de formação. Apenas dentro das escolas estaduais, 11 cursos têm alta demanda, incluindo ciência de dados, desenvolvimento de sistemas, agronegócio e enfermagem.

“São Paulo caminha para alcançar a média dos países da OCDE em relação ao número de estudantes matriculados.”

Estágios remunerados e inserção no mercado

A verba aprovada também fortalece o programa Bolsa Estágio Ensino Médio (BEEM). A iniciativa conecta estudantes das 2ª e 3ª séries do itinerário técnico a oportunidades remuneradas. A projeção oficial indica que 30 mil jovens serão beneficiados ao longo de 2026.

Para participar, o aluno deve ter no mínimo 16 anos, manter frequência escolar superior a 85% e ter realizado o Provão Paulista Seriado. O programa já conta com quase 3 mil empresas conveniadas, criando uma ponte direta entre a sala de aula e o setor produtivo.

Raio-x do orçamento estadual

A LOA fixa as despesas públicas totais de São Paulo em R$ 382,3 bilhões para este ano, um acréscimo de R$ 10 bilhões sobre 2025. O foco em infraestrutura e logística permanece, com destaque para o túnel Santos-Guarujá, mas a educação profissionalizante garantiu seu espaço nas prioridades fiscais.

Confira abaixo o detalhamento dos investimentos específicos para a área, incluindo o ensino médio técnico:

Categoria20252026
Ensino médio técnico totalR$ 2,5 biR$ 2,9 bi
Ensino Técnico Integrado ao MédioR$ 981.059.317R$ 1.120.786.345
Desenvolvimento da Educação Profissional TécnicaR$ 1.396.425.923R$ 1.711.665.107
Formação Articulada (AMS)R$ 442.332R$ 501.192
Oferta de Aulas de Educação Técnico ProfissionalR$ 140.837.230R$ 150.075.603

Os dados evidenciam que a maior fatia do aumento orçamentário está concentrada no desenvolvimento da Ensino Médico Técnico, assegurando a qualidade pedagógica diante do aumento de vagas.

Com a execução destes valores, o estado busca não apenas cumprir metas quantitativas, mas garantir que a qualificação profissional resulte em empregabilidade real. A estratégia de alinhar o currículo às demandas de mercado, financiada por este novo orçamento, reforça o compromisso de longo prazo com o Ensino Médio Técnico.

  • Publicado: 03/02/2026
  • Alterado: 03/02/2026
  • Autor: 04/02/2026
  • Fonte: Michel Teló