Energia pode ficar mais barata ainda em 2026, dizem EUA

Secretário do Tesouro afirma que preços de energia devem cair após tensões no Oriente Médio

Energia pode ficar mais barata ainda em 2026, dizem EUA

Crédito: Freepik

Os preços da energia, pressionados recentemente por tensões geopolíticas no Oriente Médio, devem apresentar queda ainda em 2026. A avaliação é do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que comentou o cenário neste domingo (3) em entrevista à imprensa norte-americana.

Segundo ele, a tendência é de recuo nos valores do petróleo após o atual contexto de conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. “Os preços do petróleo do outro lado deste conflito serão muito mais baixos”, afirmou.

A alta recente está ligada às incertezas no fornecimento global, especialmente por conta da relevância estratégica da região para o transporte de hidrocarbonetos.

Bloqueio econômico contra o Irã é intensificado

Bessent também detalhou ações adotadas pelos Estados Unidos para pressionar economicamente o Irã. De acordo com o secretário, o país tem ampliado um bloqueio econômico em conjunto com operações militares iniciadas no fim de fevereiro.

Entre as medidas, está a restrição ao trânsito marítimo. O Comando Central dos EUA informou que dezenas de embarcações já foram impedidas de operar na região. A estratégia busca limitar o fluxo financeiro do governo iraniano, especialmente recursos destinados à Guarda Revolucionária.

O secretário afirmou ainda que o governo norte-americano tem monitorado ativos iranianos no exterior e pretende preservá-los para eventual uso futuro em benefício da população do país.

Estreito de Ormuz segue como ponto crítico

Um dos focos da tensão internacional é o Estreito de Ormuz, rota considerada essencial para o transporte global de petróleo. A restrição ao tráfego de navios na região, imposta por Teerã, tem impacto direto nos preços da energia.

Segundo Bessent, as sanções e o bloqueio econômico devem continuar até que a navegação na área seja totalmente restabelecida.

Economia iraniana enfrenta crise severa

Em paralelo, integrantes do governo dos EUA indicam deterioração acelerada da economia iraniana. O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que o país enfrenta hiperinflação e risco de colapso econômico.

De acordo com ele, a situação já afeta diretamente a população, com sinais de escassez e aumento da insegurança alimentar.

Perspectiva de queda depende do fim das tensões

Especialistas apontam que a redução nos preços da energia depende diretamente da estabilização do cenário geopolítico. Caso haja avanço em negociações ou manutenção do cessar-fogo em vigor desde abril, a tendência de queda pode se consolidar ao longo do ano.

Enquanto isso, o mercado segue sensível a qualquer mudança no conflito, com impactos imediatos sobre o preço do petróleo e, consequentemente, da energia em escala global.

Alex Faria

  • Publicado: 03/05/2026 20:32
  • Alterado: 03/05/2026 20:32
  • Autor: Suzana Rezende
  • Fonte: FolhaPress