Endividamento em São Paulo recua com mercado aquecido
Queda na inadimplência e inflação menor trazem otimismo ao varejo para o Natal e Black Friday.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 14/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
O cenário econômico na capital paulista apresentou sinais de recuperação em novembro, momento crucial que antecede as grandes datas do varejo. Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o endividamento em São Paulo registrou queda, impulsionado pelo controle da inflação e pelo aquecimento do mercado de trabalho.
Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) mostram que o índice de famílias com dívidas caiu de 72,2% para 70,6%. A inadimplência também seguiu a tendência positiva, recuando de 22,6% para 21,2%. Essa melhora no endividamento em São Paulo aumenta o poder de compra e permite que as famílias utilizem recursos próprios para quitar pendências, diminuindo a dependência de crédito.
Redução atinge todas as faixas de renda
Em números absolutos, a capital paulista conta agora com 2,9 milhões de lares endividados, o que representa uma redução de 63 mil famílias em comparação a outubro. Ao analisar o endividamento em São Paulo por classe econômica, nota-se uma retração generalizada:
- Até 10 salários mínimos: Queda de 75,8% para 74,6%.
- Acima de 10 salários mínimos: Recuo de 61,7% para 59%.
Apesar da redução mensal, os níveis atuais ainda permanecem superiores aos registrados no mesmo período do ano anterior.
Cartão de crédito e perfil das dívidas
O perfil do endividamento em São Paulo continua liderado pelo cartão de crédito. A modalidade é a principal fonte de dívida para 79,5% dos entrevistados, mantendo-se estável nesse patamar há cinco meses. Outras modalidades citadas incluem:
- Financiamento imobiliário (16,9%)
- Crédito pessoal (12%)
- Financiamento de veículos (10,3%)
O tempo médio de comprometimento com dívidas caiu levemente para 7,1 meses. Contudo, houve um aumento nas dívidas de curto prazo (até três meses). Já a fatia da renda comprometida subiu para 27,6%, percentual ainda considerado saudável pelos especialistas.
Inadimplência e capacidade de pagamento
Ainda que o endividamento em São Paulo tenha diminuído, a inadimplência afeta 870 mil famílias. Entretanto, o número de lares sem nenhuma condição de quitar seus compromissos atrasados caiu para 380 mil (9,2% do total).
O tempo médio de atraso também recuou para 62,5 dias. A FecomercioSP observa que, embora haja um crescimento nas dívidas com atraso recente (até 30 dias), o risco de complicações financeiras graves é menor devido ao curto prazo de incidência de juros.
Ascensão do Pix e intenção de consumo
O levantamento aponta que 11% dos consumidores pretendem contrair crédito nos próximos três meses. Deste grupo, 81,4% afirmam que usarão os recursos para compras e consumo.
Um dado relevante sobre a dinâmica financeira que acompanha o endividamento em São Paulo é a preferência pelos meios de pagamento. O Pix lidera com 27,9% na preferência dos consumidores — o maior nível da série histórica —, superando o cartão de crédito parcelado (25%). Segundo a Federação, isso evidencia a busca por descontos à vista, embora o parcelamento continue essencial para quem não possui liquidez imediata.