Empresa de ônibus em São Paulo é condenada a indenizar família de idoso atropelado
O incidente ocorreu em fevereiro de 2023, no bairro do Tremembé
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 02/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Em um caso que chocou a comunidade de São Paulo, a empresa Sambaíba Transportes Urbanos Ltda foi condenada pela Justiça a indenizar a família de Dalcy Cangussu Almeida, um idoso de 73 anos que faleceu após ser atropelado por um ônibus da concessionária. O incidente ocorreu em fevereiro de 2023, no bairro do Tremembé, Zona Norte da capital paulista.
A decisão judicial, proferida pela juíza Clarissa Rodrigues Alves, da 13ª Vara Cível de São Paulo, determinou o pagamento de R$ 127 mil à família da vítima. O valor corresponde a R$ 30 mil para cada um dos quatro filhos do falecido, além do ressarcimento de R$ 7.095 pelas despesas funerárias. Adicionalmente, a empresa deverá pagar uma pensão mensal de dois terços do salário-mínimo à viúva durante um ano.
O trágico episódio foi registrado por câmeras de segurança e mostra o momento em que Dalcy Cangussu tenta desembarcar do veículo. A porta se fechou abruptamente, levando-o a cair na via e ser atropelado. O idoso havia discutido com o motorista sobre o uso obrigatório de máscara, medida então vigente no transporte público devido à pandemia.
Testemunhas relataram que a discussão se intensificou quando Dalcy criticou o motorista por não estar usando a máscara corretamente. Uma das testemunhas, Francisca Alves de Lima, descreveu o momento em que o idoso questionou o motorista: “Esse é o exemplo que você tem que dar para os passageiros?”. Após a discussão, o motorista teria impedido Dalcy de descer do ônibus.
Apesar do ocorrido, o motorista continuou seu trajeto sem prestar socorro imediato, segundo relatos. Fabio Lima Nascimento, artista plástico presente no ônibus, afirmou ter gritado para que o motorista parasse, mas sem sucesso. Somente após ser seguido por um motociclista é que o condutor interrompeu a viagem e retornou ao local do acidente.
Dalcy Cangussu Almeida faleceu três dias após o atropelamento em decorrência de complicações médicas graves, incluindo uma embolia pulmonar. Com sua morte, a acusação inicial contra o motorista foi alterada para homicídio doloso consumado.
A defesa do motorista não foi localizada até a última atualização deste relato. Enquanto isso, familiares da vítima pedem medidas para evitar que tragédias semelhantes ocorram no futuro, sugerindo apoio psicológico aos profissionais que operam os veículos públicos.
O caso levanta importantes questões sobre segurança no transporte público e as responsabilidades dos operadores desses serviços. A decisão judicial reforça a necessidade de cautela e cumprimento das normas de segurança para proteger passageiros vulneráveis.