Emílio Ribas do Guarujá realiza ciclo de palestras sobre Arboviroses
Evento em 28 de fevereiro (quarta-feira), no Teatro Municipal Procópio Ferreira, abordará doenças como febre amarela, dengue e chikungunya
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 26/02/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Instituto de Infectologia Emílio Ribas II, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo localizada no Guarujá e gerenciada em parceria com a Fundação ABC, promove em 28 de fevereiro (quarta-feira) a 9ª edição do ciclo de palestras para orientação e conscientização de profissionais da saúde. A atividade terá lugar no Teatro Municipal Procópio Ferreira (Av. D. Pedro I, 350, Tejereba – Guarujá), das 9h às 13h.
Nessa edição, o tema abordado será o “Panorama atual das arboviroses – febre amarela, dengue e chikungunya”. Serão discutidos métodos de prevenção, diagnósticos, tratamentos e as principais características das doenças.
Entre os palestrantes convidados estão o professor de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Dr. Juvencio José Duailibe Furtado, o médico infectologista do Emílio Ribas II, Dr. Marcos Montani Caseiro, além de representantes da Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN) e do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Santos.
O evento é destinado a profissionais e estudantes da área de saúde, agentes comunitários e conselheiros de saúde. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do site www.emilioribasbs.org.br. Para o dia do evento, é solicitada a doação de um quilo de alimento não perecível, que será entregue a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
FEBRE AMARELA
Desde o início de 2016, a Secretaria intensificou as ações de enfrentamento da febre amarela no Estado, por meio de monitoramento dos corredores ecológicos, vigilância epidemiológica e vacinação. Somente em 2017 foram imunizadas no Estado 7 milhões de pessoas, o que representa praticamente o dobro do número de doses aplicadas nos 10 anos anteriores. As áreas com indicação da vacina foram gradativamente ampliadas, a partir do monitoramento dos corredores ecológicos, abrangendo atualmente 575 dos 645 municípios paulistas.
A região da Baixada Santista, por exemplo, foi incluída em uma campanha de imunização inédita contra a febre amarela, que teve início em 25 de janeiro. A campanha se encerra dia 2 de março, próxima sexta-feira, e visa imunizar 9,2 milhões de pessoas ainda não vacinadas, em 54 cidades paulistas. Em todo o Estado, cerca de 5,1 milhões de pessoas ainda deverão comparecer aos postos. Somente na Baixada, 1 milhão de moradores ainda precisam ser imunizados.
A campanha está sendo realizada com dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública poderá ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado, assim, 0,1 mL da vacina. Estudos evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. As carteiras de vacinação terão um selo especial para informar que a dose aplicada foi a fracionada.
Cerca de 6,9 milhões de doses da vacina fracionada serão disponibilizadas para as pessoas ainda não imunizadas que residem nos locais definidos pela campanha. A campanha também prevê a oferta de 2,3 milhões de doses padrão, que serão disponibilizadas para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina e grávidas residentes em áreas de risco.
Deverão consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.
Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo lúpus e artrite reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.