EE João Paulo II recebe palestras contra violência à mulher

Em parceria com o governo municipal, a EE João Paulo II mobiliza pais e educadores para identificar ciclos de agressão e prevenir o feminicídio.

Crédito: Divulgação

A EE João Paulo II, localizada no Jardim Campo Verde, em Mauá, tornou-se o centro de uma importante mobilização social nesta sexta-feira (13/2). Em parceria com a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, a unidade escolar recebeu orientadoras sociais para um ciclo de palestras focado no combate à violência doméstica e na prevenção do feminicídio. A iniciativa, que ocorreu nos períodos da manhã e da tarde, aproveitou a influência da instituição na comunidade para dialogar diretamente com os pais e responsáveis pelos 1.220 alunos do Ensino Fundamental e Médio.

Identificação de abusos e os ciclos da violência

A escolha da EE João Paulo II para esta ação estratégica visa transformar a escola em uma rede de monitoramento ativa. Durante os encontros, as especialistas detalharam que a violência contra a mulher se manifesta de diversas formas, muitas vezes invisibilizadas no cotidiano. Foram abordadas as violências moral, psicológica, patrimonial, obstétrica e sexual, explicando como cada uma afeta a integridade da vítima.

Um dos pontos centrais da abordagem na EE João Paulo II foi a explicação sobre o ciclo da violência, que se divide em três fases críticas:

  1. Aumento da Tensão: Momentos de irritabilidade, humilhações e ameaças.
  2. Ato de Violência: A explosão da agressão física, verbal ou psicológica.
  3. Lua de Mel (Arrependimento): O período de calmaria e promessas de mudança que, se não for interrompido, precede o reinício do ciclo.

Fortalecimento da rede de apoio na comunidade escolar

A secretária Cida Maia destacou que o convite partido da direção da EE João Paulo II é um exemplo de como as instituições de ensino podem colaborar para fortalecer as ações de prevenção. “Desenvolvemos abordagens diferenciadas para que as pessoas saibam reconhecer os tipos de violência. Quebrar esse ciclo é a única maneira de evitar que as situações cheguem ao pior resultado”, afirmou a secretária.

A recepção dos pais foi positiva. Para Sandra Santos, mãe de uma aluna de 11 anos da EE João Paulo II, o conhecimento levado pela prefeitura complementa a educação doméstica. “É importante reforçar na escola que ela não deve aceitar maus-tratos de ninguém. Esse saber ajuda a gente a proteger nossas filhas desde cedo”, comentou.

Canais de denúncia e atendimento 24 horas

Além da conscientização presencial na EE João Paulo II, a prefeitura reforçou os canais oficiais de auxílio para toda a cidade. A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres atende na rua Santa Cecília, 489 (Bairro Matriz), mas o principal suporte tecnológico é o Zap Delas, disponível 24 horas pelo número (11) 92013-5871.

O projeto nas escolas estaduais continuará ao longo de 2026, consolidando a educação como ferramenta primordial para a segurança das mulheres e garantindo que unidades como a EE João Paulo II sejam espaços de cidadania, proteção e transformação social.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 13/02/2026
  • Fonte: FERVER