Educanvisa orienta sobre riscos da automedicação e consumo de alimentos
Objetivo é transformar alunos da rede municipal de São Bernardo em multiplicadores de informações
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 12/05/2014
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Com o objetivo de orientar alunos da rede municipal sobre os riscos da automedicação e cuidados com o consumo de alimentos industrializados, a Prefeitura de São Bernardo do Campo, por meio das secretarias de Saúde e Educação, lançou nesta sexta-feira (9/5) o projeto Educanvisa, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O município aderiu ao programa em 2013, quando profissionais da Educação e da Vigilância Sanitária passaram por processo de formação do programa, de modo a se prepararem para orientar os professores da Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Isidoro Battistin, no Bairro Batistini, e do CEU Regina Rocco, na Vila do Tanque.
No total, serão capacitados 50 professores da Emeb e outros 20 do CEU. Inicialmente, serão alvo das ações 1.094 alunos das unidades educacionais. “São temas que podem ser trabalhados em sala de aula em todas as disciplinas. No momento, estamos desenvolvendo os materiais pedagógicos para os professores”, destacou a diretora da Emeb, Ana Maria Marques Mazo.
Os professores capacitados receberão orientações gerais sobre temas como agrotóxicos nos alimentos, alimentos orgânicos, uso e acondicionamento adequado de alimentos, uso de saneantes, inseticidas e outros produtos tóxicos, informações nutricionais, prazo de validade de alimentos e remédios, influência da propaganda na alimentação e ações dos órgãos de Vigilância Sanitária.
A Anvisa fornecerá o material didático para que os professores capacitados apliquem os temas da Vigilância Sanitária em sala de aula (livros, cartilhas, cadernos temáticos, CDs de áudio e vídeo e jogo da memória).
A diretora destacou que a ideia é que os alunos sejam multiplicadores das informações que serão disseminadas em sala de aula. “Os alunos certamente cobram os pais e também levam essas orientações para a comunidade”, salientou.
De acordo com o chefe da seção da área de fiscalização de alimentos Eduardo Espinola, esse é ainda um projeto piloto, que futuramente deverá ser levado para outras unidades educacionais do município. “O interessante é que os dois locais a receberem esse projeto são bairros que hoje apresentam altos índices de intoxicação por remédios. O Educanvisa pode ajudar a mudar esse quadro”, destacou.