Educadora de São Caetano vence prêmio de educação musical

“Práticas de Educação Musical Inclusiva com Pessoas Surdas”, de Carolina Araujo Martins de Siqueira, leva inclusão a cidades do Brasil e do exterior

Crédito: Arquivo Pessoal/PMSCS

A educação musical inclusiva no Brasil e no mundo acaba de ganhar um novo e poderoso destaque. Carolina Araujo Martins de Siqueira, professora integrante do projeto de arte-educadores da Prefeitura de São Caetano do Sul, foi a grande vencedora do Prêmio Alda Oliveira, uma das mais respeitadas honrarias do campo, promovida pela Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM). O reconhecimento, que incentiva práticas pedagógicas de ensino de música em escolas de Educação Básica, consagrou o trabalho da educadora na categoria Educação Especial nas Escolas Públicas.

Com uma trajetória marcada pelo compromisso com a acessibilidade, Carolina não apenas leciona em São Caetano, mas também desenvolve projetos de alto impacto. O trabalho premiado, intitulado “Práticas de Educação Musical Inclusiva com Pessoas Surdas”, ultrapassou as fronteiras municipais e nacionais.

O Impacto Global do Projeto “Música e Libras”

Arquivo Pessoal/PMSCS

A proposta de Carolina Araujo, vencedora do Prêmio Alda Oliveira, foi aplicada em uma ampla rede de locais, demonstrando a universalidade e a eficácia de sua metodologia. O projeto de educação musical inclusiva alcançou não só cidades como São Paulo, Caieiras, Santa Branca, Recife, Rio de Janeiro e Amazonas, mas também 11 países em três continentes, incluindo Reino Unido, Guiné Bissau, Moçambique, Malawi, China, Estados Unidos e México.

Moradora de São Caetano há nove anos, a educadora celebra essa conquista como a validação de um caminho trilhado com pesquisa e propósito. “Vencer o Prêmio Alda Oliveira representa o reconhecimento de uma trajetória construída com propósito, pesquisa e compromisso com a inclusão, afirmou Carolina, ressaltando o poder transformador da música para a quebra de barreiras e a formação de educadores para um mundo mais acessível.

O Método Inovador que Une Sons e Sinais

Arquivo Pessoal/PMSCS

O grande diferencial do projeto está na sua capacidade de integrar a música e a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Carolina, que é surda e usuária de aparelho auditivo, domina nove línguas de sinais, incluindo o Português oralizado, e utiliza sua vivência para impulsionar a educação.

“No projeto, a criança entra nas aulas de música, sai fazendo música e falando Libras (Língua Brasileira de Sinais),” disse a educadora.

A dinâmica em sala de aula é lúdica e interativa, com o uso de instrumentos como teclado, flautas e guitarras. Por meio de seu perfil nas redes sociais (@carola.educa no Instagram), a professora compartilha as práticas que comprovam: a música acessível é, de fato, ciência, arte e justiça em movimento.

A Força da Educação Musical no Contraturno Escolar de São Caetano

A educadora musical Carolina integra a equipe de arte-educadores que atuam no Programa Aprender Mais. Instituído neste ano pela Prefeitura de São Caetano, o programa visa potencializar as atividades no contraturno escolar, enriquecendo o Ensino Fundamental com novas temáticas e vivências.

A premiação de Carolina Araujo Martins de Siqueira reafirma que a educação musical inclusiva vai muito além da aquisição de uma habilidade; ela é um poderoso instrumento de transformação social e um catalisador de práticas que enxergam cada estudante, independentemente de suas condições, como protagonista de seu próprio aprendizado. “É uma conquista que reafirma a força da educação musical como instrumento de transformação social e o impacto de práticas que enxergam cada estudante como protagonista”, completou a professora. O prêmio é mais do que um troféu; é a validação de que o acesso à arte pode e deve ser universal.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 29/10/2025
  • Fonte: Sorria!,