Educação Inclusiva é tema de formação continuada

Discussões sobre igualdade racial, deficiência, preconceito e políticas inclusivas sugerem novas atitudes na rotina escolar dos professores da rede municipal de ensino de Mauá

Crédito:

Professores das 39 escolas municipais participaram do Seminário de Educação Inclusiva, realizado na segunda-feira (13), que integra as atividades de Formação Continuada para profissionais da rede de ensino de Mauá. O evento foi organizado pela Secretaria de Educação, no Centro de Formação de Professores Dr. Miguel Arraes e reuniu, aproximadamente, 200 professores, coordenadores, auxiliares e supervisores da rede.

“Este é um momento importante, sobretudo pelo tema da inclusão social, numa ação iniciada em 1998 e que não se esgota. Esta parcela da sociedade merece este debate e novas atitudes e nós temos que prestar os melhores serviços”, explicou a secretária de Educação, Lairce de Aguiar.

As palestrantes foram a representante da Secretaria de Direitos das Pessoas com Deficiência da Prefeitura de São Paulo, Liliane Garcez, e a assessora técnica da Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial de São Paulo (SEPPIR), Anair Novaes.

Para Anair, “você não nasce racista, aprende a ser”, portanto, “discutir a relação social é discutir poder.” Para a assessora, é fundamental “considerar a singularidade de cada criança e respeitar sua cultura, estética e seu lugar no mundo.” Sara Arasin trabalha na Escola Maria Vanny e gostou do debate. “Agora vamos estar mais preparadas para os conflitos em sala de aula. Às vezes não mostramos a realidade. Falamos para as crianças darem as mãos e parar de se desentender, mas, não vemos que isso está errado e que a discussão é mais profunda. Precisamos explicar o porquê das diferenças, ler, pesquisar, sentar e conversar”, considerou.

Leandro Teixeira, auxiliar de apoio na Escola Municipal Paulo Freire, também observou atentamente à formação. “As crianças mesmas percebem as dificuldades, se ajudam e entendem. Mas, é preciso juntar o grupo e mostrar que todo mundo é igual nos direitos”, exemplificou.

“A gente só tem conhecimento do nosso preconceito quando passa a conviver com o que não estava acostumado”, disse Liliane Garcez. Ela explicou, a exemplo do que é desenvolvido na Capital pela Prefeitura, que é preciso trazer para o cotidiano das pessoas com deficiência a vivência concreta do acesso aos direitos, serviços e bens da cidade, observando os ciclos de vida e singularidades dos territórios.

Segundo a secretaria, a rede municipal de Educação tem 199 alunos com algum tipo de deficiência e a administração tem diversas políticas sociais que qualificam o atendimento deste segmento e proporciona melhor qualidade de vida, como transporte especial, equipe multidisciplinar para atendimento e tratamento e formação continuada para os profissionais.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 15/10/2014
  • Fonte: Sorria!,