Eduardo Brandão, lendário tradutor, morre aos 78

Legado literário eterniza clássicos mundiais no Brasil e inspira futuras gerações

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Eduardo Brandão, renomado tradutor brasileiro, deixou um legado indelével na literatura ao falecer aos 78 anos. Seu trabalho atravessou décadas, trazendo para o público brasileiro obras literárias de autores como Victor Hugo, Orhan Pamuk e Roberto Bolaño. Com mais de cem traduções publicadas, Brandão foi reverenciado pela Companhia das Letras como um “mestre dos trocadilhos”, destacando seu amor pelos livros e profundo respeito à literatura.

Iniciando sua carreira como repórter no Correio da Manhã nos anos 60, Brandão encontrou sua verdadeira vocação na tradução durante a década de 1970. Sua habilidade em transpor as nuances culturais e linguísticas de uma obra fez dele uma figura central na introdução de grandes clássicos mundiais ao Brasil. Entre suas traduções mais notáveis estão “O Corcunda de Notre Dame” e “2666”. No entanto, ele sempre mencionava “Os Detetives Selvagens” de Bolaño como seu maior desafio, destacando a ajuda crucial que recebeu de uma conhecedora da região onde se passa boa parte do livro.

Brandão não apenas traduziu palavras, mas também capturou a essência dos textos originais, oferecendo ao leitor brasileiro uma experiência autêntica e envolvente. Sua contribuição vai além das páginas que traduziu; ele influenciou novas gerações de tradutores e amantes da literatura.

Sua morte representa uma grande perda para o cenário literário brasileiro. Contudo, suas traduções continuam a inspirar e cativar leitores, perpetuando seu legado. Eduardo Brandão será sempre lembrado por sua dedicação à arte da tradução e por ter aberto portas para a literatura mundial no Brasil.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 05/12/2024
  • Fonte: FERVER