Eduardo Bolsonaro solicita exercício remoto do mandato nos EUA
Deputado federal está no exterior desde fevereiro deste ano e já acumula 14 faltas não justificadas
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 29/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro Liberdade
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) permanece fora do país desde fevereiro deste ano e, até o momento, contabiliza 14 ausências injustificadas em suas obrigações legislativas.
Nesta quinta-feira, 28, o parlamentar comunicou que formalizou um pedido ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que lhe seja permitido exercer suas funções a partir dos Estados Unidos, onde se encontra em busca de apoio político.
Eduardo Bolsonaro justificou sua ausência alegando estar sob uma “permanência forçada” devido a supostas perseguições políticas. Ele afirmou que, caso não estivesse nessa situação, poderia ocupar a presidência da Câmara no lugar de Motta.
No documento enviado, o deputado ressaltou que a Câmara já estabeleceu precedentes para a participação remota durante a pandemia de Covid-19 e sugere que mecanismos similares possam ser criados para sua atuação à distância. Segundo ele, as circunstâncias atuais seriam ainda mais severas do que aquelas enfrentadas no período pandêmico.
Com 14 faltas não justificadas registradas até esta sexta-feira, Eduardo Bolsonaro se aproxima do limite estipulado pelo regimento da Casa, que prevê a possibilidade de cassação do mandato após 33% de ausências em sessões deliberativas. Apesar disso, o deputado nega reconhecer essas faltas e afirma estar em “pleno exercício das funções”.
A viagem do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos visa buscar apoio junto ao ex-presidente Donald Trump, especialmente em meio ao julgamento de seu pai e outros cinco réus, que enfrentam acusações relacionadas a organização criminosa armada e tentativas de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Em resposta à sua atuação nos EUA, o governo Trump impôs tarifas sobre produtos brasileiros e aplicou sanções através da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.
Recentemente, Eduardo Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal por coação no curso do processo e por tentar abolir o Estado Democrático de Direito ao restringir o exercício dos poderes constitucionais. A PF concluiu que ele atuou com o intuito de interferir nas sanções impostas pelo governo Trump, visando prejudicar o andamento dos processos judiciais em questão.