Eduardo Bolsonaro se pronuncia após indiciamento pela Polícia Federal
Eduardo Bolsonaro se defende após indiciamento pela PF: "Se meu 'crime' é lutar contra a ditadura, declaro-me culpado!"
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 20/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O deputado federal Eduardo Bolsonaro, representante do PL em São Paulo e atualmente nos Estados Unidos, fez uma declaração pública nesta quarta-feira (20/8) em resposta ao seu indiciamento pela Polícia Federal (PF), que também envolve seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em um comunicado divulgado em sua conta no X, o parlamentar revelou que tomou conhecimento do indiciamento por meio da mídia e refutou qualquer acusação de que suas atividades no exterior teriam como objetivo influenciar a política brasileira. Segundo Eduardo, sua presença nos Estados Unidos tem sido voltada à defesa das liberdades individuais, com ênfase em um projeto de anistia que está em discussão no Congresso Nacional.
Eduardo Bolsonaro ressaltou que está sob a jurisdição dos Estados Unidos e invocou a Primeira Emenda da Constituição americana para justificar sua liberdade de expressão e direito de petição junto ao governo local.
No texto, ele descreveu como “lamentável e vergonhoso” a inclusão de diálogos privados entre familiares e aliados no inquérito, sugerindo que tal ação visa desestabilizar sua imagem política. Em tom desafiador, o deputado afirmou: “Se o meu ‘crime’ for lutar contra a ditadura brasileira, declaro-me culpado de antemão”.
O indiciamento de Eduardo faz parte da Ação Penal nº 2668, que está sendo analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Este processo envolve um total de oito réus, incluindo Jair Bolsonaro, e investiga possíveis crimes como coação no curso do processo judicial, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e formação de organização criminosa.
O relatório da Polícia Federal será enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá sobre a apresentação de uma denúncia ao STF ou o arquivamento do caso. A responsabilidade de avaliar se as evidências coletadas sustentam uma acusação formal contra o ex-presidente e seu filho ficará a cargo do Ministério Público.