Eduardo Bolsonaro comenta anúncio de reunião entre Lula e Trump
Em publicação nas redes sociais, parlamentar afirmou que "nada do que aconteceu foi surpresa".
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 23/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Na última terça-feira (23), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou suas redes sociais para se pronunciar sobre o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito de uma reunião com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prevista para a próxima semana.
Em sua declaração, Eduardo destacou que os acontecimentos não eram inesperados, mas sim parte de uma estratégia de negociação típica de Trump, evidenciando sua habilidade como negociador. “Ele agiu da forma que sempre faz: aumentando a tensão, exercendo pressão e, em seguida, reposicionando-se com ainda mais força na mesa de negociações”, comentou o parlamentar.
O deputado fez referência à recente sanção imposta por Trump contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), interpretando essa ação como um recado claro no contexto das relações entre Brasil e Estados Unidos.
Eduardo Bolsonaro enfatizou que Trump possui a capacidade de entrar nas negociações da maneira que desejar e no momento que achar mais conveniente, enquanto outros líderes, como Lula, permanecem em uma posição de impotência e sem influência real nas dinâmicas globais.
A declaração de Trump sobre a reunião com Lula ocorre em meio à Assembleia Geral da ONU em Nova York. O ex-presidente americano revelou ter tido um breve encontro com Lula, onde trocou cumprimentos e expressou uma sensação positiva sobre o encontro: “Nós concordamos que nos encontraremos na próxima semana. Não tivemos muito tempo para conversar, apenas cerca de 20 segundos”, relatou Trump.
Trump também abordou questões comerciais, alegando que o Brasil havia imposto tarifas injustas aos EUA anteriormente, reafirmando sua postura de defesa da soberania nacional e dos direitos dos cidadãos americanos. Em relação às declarações do presidente americano sobre o suposto fracasso do Brasil sem o apoio dos Estados Unidos, Eduardo finalizou afirmando que “não há para onde correr; o Brasil precisa dos EUA, reconheça isto ou não”, mencionando ainda o projeto de anistia referente aos eventos ocorridos em 8 de janeiro.