Economia em 2026 recebe R$ 110 bi com salário mínimo e isenção do IR

Valorização do piso nacional e mudanças no Imposto de Renda aumentam poder de compra e aquecem o mercado de consumo no país.

Crédito: Vitor Vasconcelos/Secom-PR

A economia em 2026 começa aquecida com uma projeção otimista do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), impulsionada por políticas de transferência de renda. Segundo o ministro Luiz Marinho, a combinação entre o aumento do salário mínimo e a nova isenção do Imposto de Renda (IR) deve injetar um montante superior a R$ 110 bilhões no mercado brasileiro ao longo deste ano.

O titular da pasta detalhou, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, como essas medidas afetam diretamente o bolso do trabalhador. Desde 1º de janeiro, o novo piso nacional vigora com o valor de R$ 1.621, representando um reajuste de 6,7% em relação ao ano anterior (R$ 1.518).

Essa política não beneficia apenas quem recebe o piso. O efeito cascata na economia em 2026 é imediato. “O salário mínimo é uma questão muito importante. Só ele injetará na economia brasileira mais de R$ 80 bilhões no ano”, enfatizou Marinho.

Valorização salarial sustenta a economia em 2026

Para compreender o impacto real desse reajuste, é necessário olhar para o histórico de governança. Marinho foi categórico ao afirmar que a atual política de valorização — retomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva — impediu o achatamento da renda.

Sem a regra que soma a inflação dos últimos 12 meses ao crescimento do PIB de dois anos antes, o cenário seria drástico. Cálculos do governo indicam que, se a dinâmica de apenas repor a inflação (praticada até 2022) fosse mantida, o valor do mínimo hoje seria de apenas R$ 823.

“Não fosse a política de valorização criada pelo presidente Lula […], o salário mínimo valeria hoje metade do que vale. Portanto, é uma política muito eficiente. A renda dos trabalhadores tem crescido durante os nossos governos”, analisou o ministro.

Essa diferença de valores é o que garante a circulação de capital necessária para manter a economia em 2026 girando, permitindo que famílias mantenham seu poder de compra mesmo diante das flutuações de mercado.

Isenção do IR beneficia 16 milhões

Outro pilar fundamental para o aquecimento do comércio e serviços neste ano é a reforma na tabela do Imposto de Renda. A medida atinge diretamente a classe média e os trabalhadores de baixa renda, funcionando como um aumento salarial indireto.

As novas regras aplicadas pelo Governo Federal incluem:

  • Isenção Total: Para quem recebe até R$ 5 mil mensais.
  • Redução de Carga: Descontos menores para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil.
  • Alcance: Estimativa de 16 milhões de brasileiros beneficiados.

Luiz Marinho explica que a soma dos dois fatores (salário e IR) cria um ambiente favorável. “Quando me perguntam o que eu acho da economia para este ano, acho que vai ser de novo um bom ano”, projeta. A lógica é simples: dinheiro que não vai para o imposto vira consumo, fortalecendo a economia em 2026 e fomentando a criação de empregos.

O efeito no contracheque de janeiro

Os trabalhadores sentirão a mudança no bolso já no início de fevereiro, quando receberem os salários referentes a janeiro. Para a faixa de isenção até R$ 5 mil, o alívio tributário terá peso de aumento real.

O ministro sugere que os brasileiros comparem os holerites. A “sobra” no orçamento doméstico poderá ser direcionada para investimentos pessoais ou consumo de bens duráveis, como eletrodomésticos e veículos. Ao final, essa engrenagem de consumo e produção é o que define o sucesso da economia em 2026.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 07/01/2026
  • Fonte: Fever