Doutores da alegria divulga balanço de 2017
Publicação apresenta resultados da atuação em São Paulo, Recife e Rio de Janeiro
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 08/06/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Novos modelos de governança e estratégia, ações ampliadas aos olhos da sociedade civil e a habitual imersão na matéria-prima que move a organização há 26 anos: a presença do palhaço no ambiente hospitalar. 2017 já virou história para os Doutores da Alegria – e ela está devidamente documentada no Balanço Anual da associação.
A publicação mapeia a abrangência do trabalho realizado nos últimos doze meses. Foram mais de 137 mil visitas a crianças hospitalizadas, acompanhantes e profissionais de saúde e cerca de 10 mil pessoas impactadas por ações pontuais de Carnaval, São João e Natal em hospitais públicos de São Paulo (SP) e Recife (PE); já o projeto Plateias Hospitalares contemplou 10,5 mil espectadores com apresentações artísticas em unidades de saúde pública do Rio de Janeiro (RJ).
Ao completar 10 anos, a Escola dos Doutores da Alegria mobilizou em 2017 cerca de 1,7 mil alunos e participantes em cursos, vivências, atividades de formação continuada e apresentações do Programa de Formação de Palhaços para Jovens. Além disso, 23 mil pessoas acompanharam palestras e intervenções artísticas nas empresas e outras 10 mil prestigiaram ações culturais nas ruas e espaços públicos, entre elas o Bloco do Miolo Mole, no Recife, e a temporada paulistana do espetáculo Numvaiduê, dirigido por Gustavo Kurlat, no Teatro Eva Herz.
Compromisso e responsabilidade social
O resultado das ações vai além dos números. Atenta à tendência de futuro que aponta para a profissionalização do setor a partir do novo marco regulatório, a associação hoje inclui entre seus desafios garantir políticas e processos que viabilizem seu desenvolvimento e perenidade nos próximos anos.
“A sociedade civil nos delega a capacidade de fazer brotar alegria em espaços onde as relações estão no limite. Onde não se espera facilmente encontrá-la. Essa alegria potente, bem diferente da euforia e do riso fácil, é construída a partir do encontro e carregada de responsabilidade, compromissada e apoiada no fazer artístico”, comenta o diretor presidente Luís Vieira da Rocha.
Iniciativas inéditas como a pesquisa sobre o impacto do projeto Plateias Hospitalares, no Rio de Janeiro, e a realização do Bloco do Riso Frouxo, das Rodas Besteirológicas e de apresentações de companhias que mantêm sua pesquisa no entorno do Hospital do M’Boi Mirim, em São Paulo, representaram também avanços neste sentido, conforme lista a publicação.
Aplicação dos recursos
Gratuito para os hospitais, o trabalho do Doutores é mantido por recursos financeiros gerados por meio de patrocínio, doações de empresas e pessoas e por meio de atividades que geram recursos, como palestras e parcerias com empresas.
Em 2017, a associação arrecadou R$ 7,6 milhões, sendo 62,1% deste montante por meio de doações de empresas por lei de incentivo, 17% através de programas de milhagens e 8% por meio de produtos, serviços e cursos. O restante dividiu-se entre doações de pessoas físicas (4,2%), doações de pessoas físicas por leis de incentivo (3,8%), doações de empresas sem leis de incentivo (1,3%) e campanhas de marketing e licenciamento (1,2%).
Doutores da Alegria
Organização da sociedade civil sem fins lucrativos que introduziu a arte do palhaço no universo da saúde, intervindo junto a crianças, adolescentes, profissionais de saúde e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social em hospitais públicos.
Atualmente seu programa de visitas contempla em São Paulo (SP) os seguintes hospitais: Hospital do Campo Limpo, Hospital do Mandaqui, Hospital Geral do Grajaú, Hospital M’boi Mirim, Hospital Santa Marcelina, Hospital Universitário da Faculdade de Medicina da USP, Instituto da Criança e Instituto de Tratamento do Câncer Infantil; e no Recife (PE): Hospital Barão de Lucena, Hospital Universitário Oswaldo Cruz/Procape, Hospital da Restauração e Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira.
A partir destas intervenções a associação amplia canais de diálogos reflexivos com a sociedade, compartilhando o conhecimento através de formação, pesquisa, publicações e manifestações artísticas, contribuindo para a promoção da cultura e da saúde e inspirando políticas públicas e democráticas para o desenvolvimento social sustentável.
A associação conta com um elenco de artistas e profissionais empenhados na construção de um novo olhar para a saúde e já realizou mais de 1,7 milhão de visitas desde 1991, ano em que foi criada pelo ator Wellington Nogueira. Em 2016, a partir de uma nova governança, estabelecemos uma tarefa institucional que propõe a arte como um direito de todos.