Doria defende privatização de bens públicos e estuda pedágio urbano
O pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria, fez nesta quarta-feira, 20, uma ampla defesa de propostas de transferência de bens públicos ao setor privado em São Paulo
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 11/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Ele pregou a concessão das faixas exclusivas de ônibus de parques municipais e do complexo poliesportivo do Pacaembu e ainda a venda do autódromo de Interlagos ao setor privado.
Em sabatina realizada pelo Portal UOL, jornal Folha de S.Paulo e SBT, Doria disse ainda que estuda a possibilidade de implantar pedágio urbano no município, caso seja eleito.
De acordo com o pré-candidato, no caso das concessões das faixas exclusivas de ônibus, o setor privado seria remunerado pela publicidade obtida em aplicativos de celular que informariam o trajeto e os horários desses meios de transporte. Doria defendeu ainda o uso das faixas por táxis, mesmo que a velocidade do transporte coletivo caia.
Já a concessão do estádio do Pacaembu seria para uso exclusivo de jogos de futebol, sem shows, portanto, e a do parque poliesportivo anexo teria necessariamente, na avaliação do pré-candidato, a gratuidade à população. Nesse complexo e em parques municipais concedidos, Doria avalia que os recursos ao setor privado viriam do comércio e da publicidade nos locais.
O autódromo de Interlagos, no entanto, será vendido ao setor privado. “Não faz sentido o município ser dono de um autódromo. Vamos vender mesmo e vai representar R$ 5 bilhões de reais em recursos que vão para saúde, educação e habitação”.
Ainda sobre a questão viária, Doria disse que assim que assumir o cargo, caso seja eleito, a velocidade máxima nas marginais Tietê e Pinheiros – reduzidas na gestão Haddad de 90 km/h para 70 km/h nas pistas expressas, e de 70 km/h para 50 km/h nas locais – voltarão a ser como eram antes.
Doria defendeu projetos de Haddad, como fechamento da avenida Paulista aos domingos para veículos e as ciclovias, as quais serão revistas por ele nas periferias. “Vamos rever onde as ciclovias não estão sendo utilizadas, como (na) periferia onde elas estão sobre as calçadas. A manutenção das ciclovias será passada ao setor privado”, disse.
Doria defendeu ainda a convivência entre o Uber e os serviços de táxi na capital paulista e citou como exemplo a cidade de Nova York. “Não é possível imaginar que não haja a possibilidade de convivência de ambos. Nova York é muito menor, tem cinco aplicativos e há convivência”, afirmou o tucano, que considerou como “boa” a regulamentação feita por Haddad para o Uber, alfinetando, porém, o atual prefeito. “Solução foi tardia, mas boa. O Haddad é lento até quando acerta”, provocou o tucano.
Sem fazer críticas pessoais, Doria disse ser a favor da cassação da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), e ainda do mandato do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Sou a favor do cumprimento da lei e sou a favor da cassação dos dois”.
Na sabatina, Doria não fugiu de expressar opiniões pessoais sobre outros temas polêmicos. Entre elas, a posição contrária à descriminalização da maconha, a visão favorável à criminalização da homofobia e ainda a contrária ao aborto – exceto em circunstâncias em que a lei prevê. No entanto, Doria disse ser favorável ao debate para a mudança legislação sobre o aborto.