Dores na coluna disparam afastamentos do trabalho em 2024
Com 205,1 mil benefícios concedidos, a alta incidência de dores na coluna acende um alerta no mercado de trabalho
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 30/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
As dores na coluna foram o principal motivo de afastamento do trabalho no Brasil em 2024. Dados atualizados do Ministério da Previdência Social revelam que este problema de saúde, já endêmico no país, foi responsável por 205,1 mil casos, tornando-se o fator que mais levou trabalhadores a solicitarem o benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença). O cenário da saúde ocupacional registrou um aumento expressivo e preocupante, com a concessão de mais de 3,5 milhões de benefícios no total, o que representa um salto de 39% em relação ao ano anterior, demandando uma atenção redobrada das empresas e do governo.
Por que as dores na coluna afastam 1 milhão a mais de trabalhadores?

O contraste entre os anos é notável, e as dores na coluna demonstram uma progressão significativa em sua incidência. O aumento no número total de casos, que subiu cerca de 1 milhão de 2023 para 2024, ressalta a urgência da questão. No ano anterior, por exemplo, as ocorrências específicas de dores na coluna somavam 121 mil.
Essa alta pode estar ligada a múltiplos fatores, como a permanência em posturas inadequadas, o sedentarismo, a ergonomia deficiente no ambiente de trabalho e o esforço físico repetitivo. O impacto é tão generalizado que até a busca online por soluções e informações está em alta.
ALERTA DE TENDÊNCIA: De acordo com uma análise de dados do Google Trends, o estado de São Paulo demonstrou um aumento nas buscas por termos relacionados a dores na coluna nas últimas semanas, com destaque para Franco da Rocha, onde o volume de pesquisas chegou a dobrar no período. As regiões de Mogi Guaçu e Hortolândia também apareceram em posições de destaque.
Em seguida no ranking de afastamentos, mas ainda intimamente ligada à saúde da coluna, está a hérnia de disco, com 172,4 mil casos. Fraturas na perna completam o pódio dos afastamentos, somando 147,6 mil concessões do benefício.
O risco das patologias na coluna e a aposentadoria

As patologias da coluna vertebral não se limitam a desconfortos leves; elas podem escalar em gravidade, comprometendo seriamente a mobilidade e a qualidade de vida do profissional. O quadro pode variar de uma simples lombalgia a condições que, em casos extremos, levam à aposentadoria por invalidez.
As doenças mais graves da coluna que demandam a intervenção do INSS incluem:
- Hérnia de disco: Caracteriza-se pelo deslocamento do disco intervertebral, que pode pressionar raízes nervosas e resultar em dor aguda, formigamento ou perda de força nos membros. Embora citada separadamente, sua origem está diretamente relacionada à coluna.
- Espondilite anquilosante: Uma doença inflamatória crônica que afeta a coluna e as articulações sacroilíacas, com potencial para causar rigidez progressiva e até a fusão das vértebras.
- Escoliose severa: Uma curvatura lateral da coluna exagerada, capaz de provocar dor intensa, dificuldades respiratórias e sérios prejuízos posturais e de mobilidade.
- Osteoartrite: Degeneração da cartilagem das articulações da coluna, causando dor crônica, limitação de movimentos e rigidez.
- Fraturas vertebrais complexas: Lesões múltiplas ou instáveis nas vértebras, frequentemente causadas por traumas ou osteoporose, que podem comprometer a estrutura vertebral e o sistema nervoso.
Tecnologia a Favor da Saúde: O Papel dos Exoesqueletos

Diante do alto índice de afastamentos, a prevenção de dores na coluna no ambiente de trabalho se torna uma prioridade. Nesse contexto, a tecnologia dos exoesqueletos, especialmente em setores que exigem esforço físico e levantamento de peso, tem ganhado relevância.
Os exoesqueletos são dispositivos vestíveis que auxiliam o corpo humano, promovendo a distribuição do peso corporal de maneira mais eficiente e aliviando a sobrecarga sobre vértebras e músculos.
O mercado global dessa tecnologia demonstra otimismo, com projeções de crescimento acelerado. Avaliado em quase US$ 500 milhões em 2024, espera-se que o setor atinja a marca de US$ 1,25 bilhão até 2030, evidenciando a crescente adoção industrial.
Além do suporte direto contra as dores na coluna, os exoesqueletos oferecem benefícios práticos inegáveis para o trabalhador e para a empresa:
- Prevenção de Lesões: Diminuem a pressão nas estruturas da coluna vertebral, minimizando o risco de ocorrência de hérnias e dores lombares crônicas.
- Redução da Fadiga: O esforço físico necessário para tarefas repetitivas ou de alto impacto é sensivelmente menor.
- Melhoria Postural: Incentivam a manutenção de posições ergonômicas corretas, prevenindo sobrecargas musculares e desgaste articular desnecessário.
- Aumento da Produtividade: A maior segurança e o menor desgaste físico permitem que as tarefas sejam executadas com mais eficiência ao longo da jornada.
Em suma, a luta contra as dores na coluna e o consequente aumento nos afastamentos exige uma abordagem multifacetada. Enquanto a empresa arca com os primeiros 15 dias de afastamento e o INSS assume o suporte a partir do 16º dia, a adoção de tecnologias preventivas, como os exoesqueletos, surge como uma estratégia promissora para proteger o capital humano, garantir a saúde ocupacional e reduzir os impactos econômicos e sociais causados pela incapacidade temporária.