Donald Trump suspende tarifas sobre produtos agrícolas
Decisão de Donald Trump em revogar 40% das tarifas agrícolas marcou um dos momentos mais tensos na relação com o Brasil
- Publicado: 26/01/2026
- Alterado: 12/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Maria Clara e JP
A política comercial externa dos Estados Unidos sofreu um de seus movimentos mais voláteis durante a administração do ex-presidente Donald Trump. Um episódio que ilustra bem essa instabilidade foi a suspensão de tarifas de 40% que haviam sido aplicadas a uma ampla variedade de produtos agrícolas importados do Brasil. O anúncio da reversão, embora tenha sido visto como um avanço nas relações, veio após um período de intensa pressão e incerteza econômica para os exportadores brasileiros.
1. A retirada de 40% das tarifas de Donald Trump
A decisão de Donald Trumprevogar as tarifas de 40% sobre diversos itens brasileiros representou uma mudança drástica na política que havia sido implementada meses antes. As tarifas foram inicialmente impostas em julho, abrangendo uma vasta lista de importações. Em seguida, a expansão dessa lista incluiu produtos essenciais para a pauta brasileira, como café, cortes de carne bovina, açaí, tomate, manga, banana e cacau. O Brasil, como principal fornecedor de café para os EUA, sentiu o impacto de forma imediata.
A suspensão foi um ato que demonstrou o poder discricionário da Casa Branca em reconfigurar rapidamente o cenário do comércio bilateral. A medida, retroativa a mercadorias que já haviam chegado aos EUA, buscou amenizar o dano causado e reabrir o diálogo.
2. Pressão diplomática e ação de Donald Trump
A reabertura do diálogo entre as nações, focada na renegociação das taxas, é um ponto chave na narrativa. Embora o texto original misture administrações, o fato é que a diplomacia brasileira sempre buscou atuar intensamente. O Itamaraty, na época, expressou satisfação com a decisão, considerando a retirada das tarifas um resultado de um trabalho cuidadoso.
Porém, as interpretações sobre a motivação por trás da revogação eram diversas. Enquanto alguns viam o ato como um reconhecimento da diplomacia brasileira, outros sugeriam que a decisão de Donald Trump tinha raízes mais pragmáticas e internas, ligadas à necessidade de conter a inflação nos EUA. Essa controvérsia política e econômica sublinha a complexidade da geopolítica e do comércio exterior.
3. As justificativas políticas para a imposição original
Um dos aspectos mais incomuns do caso foi a justificativa inicial para a imposição das tarifas em julho. Segundo o próprio governo americano na época, as medidas visavam interromper o que o ex-presidente Donald Trump considerava uma “perseguição política” ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Essa alegação, que mistura política interna americana, comércio e política externa brasileira, gerou ruído e elevou o tom da tensão entre as duas maiores economias das Américas. A ligação direta entre política doméstica e comércio exterior é uma marca registrada da política de Trump, transformando a economia em uma ferramenta de pressão ideológica.
4. Repercussão mista no cenário político
A suspensão das tarifas não foi recebida de forma unânime no Brasil. Associações empresariais celebraram a decisão como um passo positivo para a normalização das relações. Entretanto, a classe política se dividiu:
- Apoio Diplomático: Líderes governistas interpretaram a revogação como um sucesso da diplomacia brasileira.
- Críticas da Oposição: Políticos da oposição, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro, argumentaram que as mudanças eram decorrentes exclusivamente de fatores internos americanos e não resultaram dos esforços diplomáticos do governo brasileiro.
Essa polarização nas reações demonstra como a política externa dos EUA sob Donald Trump influenciava diretamente o debate interno brasileiro.
5. O Papel do Itamaraty no Diálogo
No decreto que oficializou a suspensão, Donald Trump reconheceu o “progresso inicial nas negociações” como um fator relevante. O Itamaraty reiterou sua disposição para continuar o diálogo, indicando que, apesar das tensões, a comunicação entre os países nunca foi totalmente interrompida. A reabertura do diálogo, mesmo que em meio a encontros informais, foi essencial para pavimentar o caminho da reconciliação comercial.
6. A Importância dos Produtos Brasileiros
Em meio a este cenário complexo, o Brasil provou ser um fornecedor crucial. O país é o principal exportador de café para os Estados Unidos. O impacto de tarifas de 40% sobre esses produtos-chave representa um desafio logístico e financeiro enorme para os exportadores, afetando diretamente a cadeia de suprimentos americana e, por consequência, o bolso do consumidor.
7. O Legado de Donald Trump no Comércio Bilateral
A relação comercial entre EUA e Brasil, fragilizada pela imposição original das tarifas em julho, viu um alívio com a suspensão. A história das tarifas sob a gestão Donald Trump serve como um estudo de caso sobre a interligação de comércio, política e ideologia. Embora a reabertura do diálogo sinalize uma possível recuperação, a volatilidade desse período deixou uma marca, mostrando que questões pendentes no comércio bilateral podem surgir a qualquer momento, exigindo uma diplomacia constante e vigilante.