Donald Trump processa The New York Times por difamação e calúnia

Ação judicial de Trump envolve artigos, livro e suposta difamação midiática

Crédito: Daniel Torok/White House/FotosPúblicas

Na madrugada desta terça-feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou através de sua plataforma Truth Social que está ajuizando uma ação judicial no valor de US$ 15 bilhões (equivalente a R$ 79,6 bilhões) contra o renomado jornal The New York Times, quatro de seus repórteres e a editora Penguin Random House. O motivo da ação envolve alegações de difamação, calúnia e danos à sua reputação.

Trump expressou sua indignação ao declarar: “Hoje, tenho a grande honra de entrar com um processo de US$ 15 bilhões por difamação e calúnia contra o New York Times”. Ele criticou o veículo de comunicação, chamando-o de “um dos piores e mais degenerados da história” e acusou-o de atuar como “praticamente um porta-voz do Partido Democrata Radical de Esquerda”. O caso será julgado na Justiça da Flórida, onde o presidente mantém seu resort Mar-a-Lago.

Até o momento, tanto o The New York Times quanto a Penguin Random House não se pronunciaram oficialmente sobre os detalhes da ação.

A ação judicial menciona vários artigos do The New York Times, incluindo um editorial publicado antes das eleições presidenciais de 2024 que sugeria que Trump não era qualificado para ocupar o cargo. Além disso, cita um livro recente da Penguin intitulado “Lucky Loser: How Donald Trump Squandered His Father’s Fortune and Created the Illusion of Success” (Perdedor Sortudo: Como Donald Trump Desperdiçou a Fortuna de seu Pai e Criou a Ilusão de Sucesso).

No documento apresentado em um tribunal federal na Flórida, a defesa do presidente argumenta que as publicações realizadas pelos réus foram maliciosas e estavam repletas de distorções e inverdades sobre Trump. De acordo com seus advogados, essas ações resultaram em sérios danos à sua reputação tanto comercial quanto pessoal, afetando negativamente o valor da sua marca e suas perspectivas financeiras futuras.

Os representantes legais de Trump destacaram que houve uma significativa desvalorização das ações da TMTG (Trump Media and Technology Group) como consequência das alegações difamatórias, evidenciando o impacto negativo na carreira empresarial do ex-presidente.

Este processo surge após uma recente ameaça de Trump em processar o The New York Times devido a reportagens sobre uma suposta correspondência entre ele e Jeffrey Epstein — um financista condenado por crimes sexuais e que faleceu na prisão em 2019. A ilustração associada a esta carta foi divulgada pelo Wall Street Journal em julho, levando Trump a buscar compensação financeira no valor mínimo de US$ 10 bilhões.

Na semana passada, o NYT publicou uma matéria indicando semelhanças entre a assinatura no bilhete destinado a Epstein e aquela utilizada por Trump em correspondências dirigidas à prefeitura de Nova York entre 1987 e 2001. Trump se defendeu afirmando que havia cortado relações com Epstein antes que as complicações legais do investidor se tornassem públicas em 2006.

Desde sua saída da presidência, Trump tem intensificado suas ações contra veículos de mídia. Além dos litígios relacionados à cobertura sobre Epstein, ele também processou a Paramount Global, controladora da CBS, referente à edição de uma entrevista com a ex-vice-presidente Kamala Harris pelo programa “60 Minutes”, alegando que isso teria sido feito para favorecê-la nas eleições presidenciais de 2024.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 16/09/2025
  • Fonte: Sorria!,