Dólar recua novamente com pacotes fiscais e declarações econômicas

Mercado observa cenário global e taxa de juros dos EUA para próximos passos.

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na última quarta-feira, o dólar encerrou em queda leve pelo segundo dia consecutivo, sendo cotado a R$ 6,044, ainda acima de R$ 6, mas afastando-se do recorde nominal de R$ 6,066 registrado na segunda-feira. A desvalorização da moeda foi influenciada por declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, além de dados econômicos dos Estados Unidos.

Haddad defendeu o pacote fiscal do governo em um evento em Brasília, destacando que ele é adequado para o momento e deve ser aprovado ainda este ano. O pacote prevê uma economia de R$ 71,9 bilhões até 2026, mas gerou frustração entre os agentes financeiros por não incluir propostas de maior impacto fiscal e por aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para R$ 5.000. Para compensar a perda de arrecadação estimada em R$ 35 bilhões, será implementada uma alíquota mínima de 10% no IR para rendimentos acima de R$ 50 mil mensais.

O mercado reagiu também à incerteza sobre os benefícios fiscais do pacote e à falta de detalhes sobre a compensação do aumento da isenção do IR. Arthur Lira afirmou que o pacote será aprovado na Câmara em breve, apesar das críticas à articulação política do governo. No cenário internacional, a cotação do dólar foi influenciada pela possibilidade de cortes nas taxas de juros nos EUA após declarações do presidente do Fed, Jerome Powell.

O contexto econômico global e local impacta diretamente as variações cambiais. A comunicação clara e detalhada sobre medidas fiscais é crucial para estabilizar expectativas e fortalecer a confiança no mercado brasileiro. Enquanto as discussões seguem no Congresso, a trajetória futura do dólar permanece atrelada ao desenrolar dessas políticas.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 04/12/2024
  • Fonte: Sorria!,