Dólar mantém trajetória de alta e salta para R$ 3,75 nesta sexta-feira

Além da alta nos títulos americanos, investidores acompanham discussões comerciais entre EUA e China; por aqui, a busca é de proteção cambial em meio a desconforto com o governo e eleições

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O dólar segue em alta no exterior e frente o real, atingindo máxima no mercado à vista aos R$ 3,7576 (+1,57%). Os agentes financeiros mantêm suas atenções no rendimento dos títulos americanos de 10 anos que rondava os 3,10%, após tocar em 3,12% – e na volatilidade do petróleo.

Internamente, a busca por proteção cambial prossegue em meio ainda ao desconforto dos investidores com a situação fiscal do governo, ausência de reformas e o cenário eleitoral desfavorável a candidato pró-mercado. O salto só não é maior porque há ofertas pontuais de exportadores, segundo um operador de uma corretora.

Lá fora, investidores seguem comprando a divisa americana apoiados pela perspectiva de que o Federal Reserve (Fed) tende a apertar o passo ao elevar as taxas de juros neste ano, à medida que indicadores positivos da economia dos Estados Unidos colaboram para essa visão e a valorização do petróleo contribui para pressionar os índices de preços. Ontem, o presidente da distrital de Dallas do Fed, Robert Kaplan, comentou que não vê os EUA em uma recessão e se disse confiante com a economia americana, que deve crescer entre 2,5% e 2,75% este ano.

Também segue no radar a atual rodada de discussões comerciais entre EUA e China, que começou ontem e prossegue hoje em Washington.

Às 9h43, o dólar à vista subia 0,83%, aos R$ 3,730. O dólar futuro para junho avançava 0,88%, aos R$ 3,7330, após tocar em máxima aos R$ 3,7345 (+0,92%)

BOLSA
A piora dos mercados acionários internacionais na última hora deve dificultar uma tentativa de recuperação da Bovespa nesta sexta-feira, após a queda de 3,37% registrada ontem. Com o desempenho da véspera, o principal índice da Bolsa retornou ao patamar dos 83 mil pontos, tendo marcado a maior perda em um pregão desde a sessão seguinte às revelações sobre a delação da JBS envolvendo o presidente Michel Temer, evento que, por sinal, completa um ano hoje. Mas na ocasião, o índice cedeu 8,80%.

Entre as empresas mais negociadas, os papéis da Petrobras, que ontem perderam 4%, devem continuar pressionados em função do atraso na revisão do contrato de cessão onerosa de exploração do pré-sal.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 18/05/2018
  • Fonte: Sorria!,