Dólar atinge R$ 6,075, recorde histórico, em meio à incerteza fiscal e dados robustos dos EUA
Medidas fiscais são cruciais para acalmar investidores no Brasil.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 06/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Na última sexta-feira (6), o dólar voltou a subir após três sessões de alívio, alcançando uma alta de 1,11% e sendo cotado a R$ 6,075. Este valor representa o maior patamar nominal da moeda na história, impulsionado por dados robustos do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O relatório “payroll” revelou a criação de 227 mil vagas em novembro, superando as expectativas de 200 mil postos. A taxa de desemprego aumentou para 4,2%, enquanto os salários mantiveram um crescimento estável de 0,4% ao mês.
No Brasil, a expectativa por avanços nas medidas fiscais se intensifica. A Câmara dos Deputados aprovou em regime de urgência duas propostas do pacote fiscal: um projeto que vincula novas despesas ao arcabouço fiscal e outro que revisa o BPC. Tais medidas visam acelerar a tramitação e trazer alívio ao mercado financeiro. No entanto, a apresentação do pacote de cortes de gastos decepcionou ao excluir propostas significativas para o equilíbrio das contas públicas.
A resposta do mercado financeiro brasileiro foi marcada por estresse, com o dólar alcançando recordes nominais em quatro sessões consecutivas. A recente alta da moeda americana reflete não apenas a situação econômica internacional, mas também as incertezas políticas e fiscais locais.
A perspectiva para os próximos dias envolve a análise do comportamento do Fed em relação às taxas de juros e o avanço das discussões sobre as medidas fiscais no Congresso brasileiro. A aprovação dessas medidas é crucial para acalmar investidores e estabilizar o mercado financeiro nacional. O desenrolar dessas questões continuará a influenciar significativamente o comportamento do dólar e a percepção do Brasil no cenário econômico global.