Dólar apresenta estabilidade após oscilações em meio a dados de inflação nos EUA
O fechamento do dólar à vista foi registrado com um aumento modesto de 0,10%, estabelecendo-se em R$5,7679.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 13/02/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Na última quinta-feira, o dólar apresentou uma leve variação ao encerrar o dia praticamente estável em relação ao real, após ter flutuado acima da marca de R$5,80. O comportamento da moeda norte-americana foi influenciado pela divulgação de novos dados sobre a inflação ao produtor nos Estados Unidos, que impactaram as cotações internacionais.
O fechamento do dólar à vista foi registrado com um aumento modesto de 0,10%, estabelecendo-se em R$5,7679. Desde o início do ano, a moeda dos EUA acumula uma desvalorização de 6,65% no Brasil.
Na B3, às 17h28, o contrato futuro de dólar para março também demonstrava uma leve queda de 0,06%, cotado a R$5,7815. Durante a manhã, a moeda chegou a apresentar uma recuperação frente ao real, atingindo um pico de R$5,8002 (+0,66%) logo após a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) americano. No entanto, essa alta foi seguida por um enfraquecimento, influenciado pela interpretação dos investidores sobre os dados apresentados.
Os números referentes ao PPI mostraram um aumento de 0,4% em janeiro, superando a expectativa dos analistas que previam uma alta de 0,3%. A revisão do mês anterior também foi ajustada para cima, passando para 0,5%. Apesar do aumento acima do esperado, alguns componentes do índice, como os custos médicos e os preços relacionados à administração de portfólios, mostraram-se estáveis ou com elevações modestas.
A análise preliminar dos dados sugere que o Federal Reserve poderia considerar mais cortes nas taxas de juros, o que contribuiu para a queda do dólar globalmente. No cenário brasileiro, o mercado também reagiu à notícia sobre a possibilidade de adiamento na implementação de tarifas recíprocas por parte do governo americano. Embora Donald Trump tenha assinado um decreto referente às tarifas durante a tarde, ficou claro que a aplicação efetiva das mesmas seria postergada para análise futura.
Segundo Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital, fatores técnicos têm influenciado as oscilações do dólar no Brasil. Ele ressaltou que sempre que a moeda ultrapassa a faixa dos R$5,80 surgem vendedores dispostos a negociar e estabilizar os preços. “Atualmente, parece que um intervalo entre R$5,75 e R$5,85 é percebido como razoável pelo mercado. Contudo, isso não garante que essa situação permanecerá inalterada”, comentou Izac.
Além das tarifas internacionais, os investidores permanecem vigilantes em relação às questões fiscais e à inflação no Brasil. Na manhã de quinta-feira, o Banco Central também desempenhou seu papel no mercado cambial ao vender 15.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem de vencimentos programados para 5 de março de 2025.
Por fim, às 17h26 e após as ações relacionadas às tarifas pelo governo americano, o índice que avalia o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas estrangeiras registrou uma queda de 0,73%, estabelecendo-se em 107,120.