Documentário diademense agita o aniversário da cidade

Com muitas cores e faces a história da artista plástica Ordalina Candido, mostra as belezas da cidade de Diadema e da comunidade.

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Nesta sexta, 02 de dezembro, acontece a exibição do documentário Ordalina Candido: Eu Sou o Povo. Através das pinturas e histórias da personagem o público ira entender a forca do trabalho social, como arte pode transformar vidas e conhecer mais os bairros de Eldorado e Inamar – Diadema/SP. O projeto foi contemplado pelo edital 01/2015 0 Fundo Municipal de Cultura de Diadema e tem como diretores Isabelli Gonçalves e Diaulas Ullysses.

O filme tem como fio norteador a caminhada de Ordalina, como trajetória de vida e os encontros pelas ruas de Diadema. O recorte proposto se caracteriza fundamentalmente pela investigação e análise documental sobre a vida e obra da artista plástica negra, que mesmo tendo uma vida com muitos altos e baixos, descobriu na arte seu legado. As cenas perpassam por seu trabalho como pintora, articuladora social e orientadora em artes plásticas.

Pensando em fortalecer o vínculo com a comunidade do município onde Ordalina atua, e comemorando o aniversário de 57 anos da emancipação político administrativa da cidade, a atividade acontecera no Centro de Memória de Diadema a partir das 19h.  Além da exibição do filme, a programa conta com uma roda de conversa com convidados envolvendo os temas: arte e memória.

Um presente especial para as pessoas que estiverem no evento, serão sorteados dois DVDs com catalogo e cartaz do documentário exibido. Entrada gratuita.

SERVIÇO:
02 de dezembro de 2016 – 19h – Exibição “Ordalina Candido: Eu Sou o Povo”
Centro de Memória de Diadema – Rua Avenida Alda 255/277 – Centro – Diadema
Telefones: (11) 4043-0700 / (11) 96349 8480 / (11) 993286678

A ARTISTA E SUA OBRA 
Ordalina Candido, 73 anos, tornou-se referência de apoio e inspiração na região de Diadema por meio dos seus trabalhos nas áreas de Artes Plásticas e Cabeleireiro. Sua principal ação e o incentivo para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, a partir de aulas, produção de atividades culturais, auxílio a famílias, exposições abordando o respeito com a diversidade e o cotidiano da favela. Como artista plástica possui trabalhos em Portugal, Noruega, Inglaterra, Dinamarca, Suíça, Austrália, França e Canadá, suas pinceladas abordam como tema principal as Favelas, descritas pela mesma como o Quilombo urbano. 

No Brasil expôs em diversos espaços, entre eles: Universidade Pontifícia Católica – PUC – São Paulo com as “Favelas palco dos Sonhos” em 2002; Exposição Brasil 500 anos realizada na Sede do PoupaTempo Santo Amaro – Governo do Estado de São Paulo; Na faculdade Mackenzie em dezembro de 2003; No Metrô República em 2005; Exposição Beneficente na Inglaterra – através da entidade CARF-UK; Centro Cultural Eldorado em 2003 e 2011.

Nasceu no Paraná, onde enfrentou diversas dificuldades por conta de sua pele negra e sua origem humilde, entretanto, sempre teve como meta aprender e ser feliz, assim iniciou nas artes com seus 16 anos de idade e com o passar do tempo foi se aprimorando, com o sonho de se tornar uma pintora profissional.  Em 1962 trabalhou na antiga FEBEM, atual fundação CASA; anos após na Galeria 24 de Maio como trançadeira; até o momento que abriu o seu próprio salão na comunidade do Inamar na cidade de Diadema. Em 2003 começou a trabalhar em um projeto com crianças em situação de rua, interligado a ACER – Associação de Apoio a Criança em Risco e RCBF – Rede Cultural Beija-Flor, onde ensinava o cabeleireiro – com influencias aos  cabelos afros – e as artes plásticas, ambas utilizadas como ferramentas para a recuperação de diversos jovens e crianças que viviam em meio ao tráfico de drogas, violência física e psicológica, e outras situações da realidade conturbada dos centros urbanos.

Atualmente continua com seus trabalhos na área de educação, através de suas telas mostra o verdadeiro Brasil, com contraste social, fazendo uma reflexão sobre violência e preconceito. A cada pincelada e ação mostra a face da mulher negra guerreira que une as dificuldades sofridas pela população da periferia com a garra e perseverança afro-brasileira.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 30/11/2016
  • Fonte: Fever