Doação de sangue: Como salvar vidas e combater a falta de estoque em São Paulo

Durante a doação, é retirado um máximo de 450 ml de sangue, quantidade suficiente para potencialmente salvar até quatro vidas

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A doação de sangue, um ato altruísta e voluntário, desempenha um papel crucial na saúde pública, sendo essencial para o tratamento de pacientes que necessitam de transfusões, transplantes e intervenções cirúrgicas complexas. Essa prática não apenas beneficia aqueles que enfrentam doenças crônicas severas, mas também garante a continuidade dos cuidados médicos em situações críticas.

O processo de doação é seguro e eficiente, levando menos de uma hora para ser concluído. Durante a doação, é retirado um máximo de 450 ml de sangue, quantidade suficiente para potencialmente salvar até quatro vidas. Para garantir a eficácia desse sistema, é fundamental que a população incorpore a doação de sangue em seu cotidiano, evitando que essa ação seja motivada apenas por casos emergenciais ou conhecidos.

No entanto, a falta de doadores é uma preocupação constante, especialmente em períodos festivos e durante as férias, quando os níveis de estoque frequentemente caem a patamares críticos. Essa diminuição pode comprometer seriamente o atendimento aos pacientes que dependem desse recurso vital.

Requisitos para a Doação

Os potenciais doadores devem atender a algumas diretrizes básicas, que incluem:

  • Ter entre 16 e 69 anos, com a primeira doação realizada antes dos 60 anos. Menores de 16 anos devem estar acompanhados por um responsável.
  • Pesar pelo menos 50 kg.
  • Estar bem alimentado, evitando refeições pesadas nas três horas anteriores à doação.
  • Apresentar um documento oficial com foto e válido (como RG ou carteira de habilitação).

Locais para Doação em São Paulo

Na cidade de São Paulo, a Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan) gerencia diversos hemocentros. Os principais pontos de coleta estão localizados nos seguintes hospitais:

  • Hospital Municipal Dr. Carmino Caricchio – Tatuapé
  • Av. Celso Garcia, 4815
  • Telefone: (11) 2942-8094 / 3394-7081
  • Horário: Segunda a sábado, das 8h às 13h (exceto feriados)
  • Estacionamento gratuito por 2 horas: Rua Síria, 126 – Jet Autoposto
  • Hospital do Servidor Público Municipal – Aclimação
  • R. Castro Alves, 60 – 4º andar (próximo ao Metrô Vergueiro)
  • Telefone: (11) 3277-5303
  • Horário: Segunda a sábado, das 8h às 12h30 (exceto feriados)

Esclarecimentos sobre Doação de Sangue

Um adulto possui aproximadamente entre 5 a 6 litros de sangue em seu corpo; durante uma doação, são coletados até 450 ml. É importante destacar o conceito de “doador universal”, que refere-se ao tipo sanguíneo O-, enquanto AB+ é considerado “receptor universal”. No Brasil, os tipos sanguíneos mais prevalentes são A e O, representando quase 90% da população.

A frequência permitida para doações é limitada a quatro vezes por ano para homens (com intervalo mínimo de 60 dias entre as doações) e três vezes para mulheres (com intervalo mínimo de 90 dias), visando proteger a saúde do doador.

Diversos testes são realizados no sangue coletado para verificar sua tipagem e detectar doenças como hepatites B e C, HIV I, sífilis e outras condições que podem comprometer a segurança dos receptores.

Após a coleta, o sangue é fracionado em componentes essenciais que atendem diferentes necessidades médicas: concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas, plasma fresco congelado e crioprecipitado.

Mitos sobre Doar Sangue

  • A doação não altera a viscosidade do sangue.
  • Não há ganho ou perda significativa de peso ao doar.
  • Mulheres podem doar mesmo durante o período menstrual.
  • A doação não implica risco de contrair doenças infecciosas como HIV ou hepatites.
  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 26/12/2024
  • Fonte: FERVER