Dívidas dos brasileiros persistem para o início de 2026
Entenda o cenário atual do endividamento e aprenda estratégias para organizar suas finanças.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 30/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A virada de ano costuma representar um recomeço, mas para uma parcela significativa da população, as dívidas acumuladas em 2025 continuarão presentes no orçamento. Um levantamento recente realizado pela fintech meutudo, abrangendo 5.143 participantes, revelou que 31% dos brasileiros possuíam débitos em aberto até o mês de outubro.
Este cenário gera um sinal de alerta para o planejamento financeiro do próximo ciclo. De acordo com o estudo, entre as pessoas que possuem dívidas, 38% não têm certeza se conseguirão liquidar os valores antes do término de 2025. Outros 25% já projetam a regularização apenas para os meses de 2026.
Estratégias para a saúde financeira
Para enfrentar o problema, as famílias estão adotando medidas de contenção. Cerca de 51% dos entrevistados pretendem reduzir gastos imediatos nos próximos meses, enquanto 22% planejam renegociar os débitos ou substituir contratos atuais por modalidades de crédito com taxas de juros mais atrativas.
O CEO da meutudo, Marcio Feitoza, destaca que o primeiro trimestre é o período ideal para retomar as rédeas do orçamento e evitar que o efeito bola de neve comprometa o ano inteiro:
“Antes de pensar em novos planos ou objetivos, é fundamental entender exatamente quais são as dívidas, quanto elas custam em juros e como elas impactam o orçamento mensal. Organização e informação fazem toda a diferença nesse processo.”
Guia prático para a reorganização das contas
Para auxiliar na transição para um ano financeiramente equilibrado, o especialista sugere quatro passos fundamentais para gerir as dívidas:
- Mapeamento detalhado: Organize uma lista completa contendo valores nominais, taxas de juros e prazos de vencimento. É vital identificar quais dívidas possuem encargos mais elevados, como o cartão de crédito e o cheque especial, para priorizar o pagamento.
- Busca por juros reduzidos: Avalie a troca de débitos caros por opções mais baratas. O crédito consignado, por exemplo, é uma alternativa eficiente por oferecer parcelas previsíveis que não sufocam o orçamento mensal.
- Negociação ativa: O contato direto com as instituições financeiras pode resultar em alongamento de prazos ou descontos expressivos para a quitação à vista, aliviando o fluxo de caixa.
- Consumo consciente de crédito: Mesmo ao utilizar linhas de crédito mais acessíveis, a contratação deve ser rigorosamente planejada para que a parcela caiba no bolso sem comprometer despesas essenciais.