Dívida Bruta do Governo Geral sobe a 73,0% do PIB em fevereiro, revela BC

Dívida líquida apresenta valores menores porque leva em consideração as reservas internacionais do Brasil

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A dívida pública brasileira interrompeu a trajetória de queda em fevereiro. Dados divulgados, nesta sexta-feira (31), pelo Banco Central (BC) mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral fechou o mês aos R$ 7,351 trilhões, o que representa 73,0% do Produto Interno Bruto (PIB). O porcentual é maior que os 72,5% de janeiro. Enquanto a dvida líquida tem superávit primário de R$ 72,560 bi no primeiro bimestre.

O pico foi alcançado em fevereiro de 2021 (89%) após o impacto nas contas públicas da pandemia de covid-19. No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

A Dívida Bruta do Governo Geral – que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais – é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País.

Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

Dívida Líquida do Setor Público

O BC informou ainda que a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) passou de 56,1% para 56,6% do PIB entre janeiro e fevereiro. A DLSP atingiu R$ 5,706 trilhões.

As contas do setor público consolidado (Governo Central, Estados municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) acumularam um superávit primário de R$ 72,560 bilhões no ano até fevereiro, o equivalente a 4,43% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira, 31. Somente no segundo mês de 2023, houve déficit primário de R$ 26,453 bilhões.

O déficit fiscal no ano até fevereiro ocorreu na esteira do superávit de R$ 40,167 bilhões do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS), equivalente a 2,45% do PIB.

Os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um superávit de R$ 33,619 bilhões (2,05% do PIB) no período.

Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 24,810 bilhões, os municípios tiveram um saldo positivo de R$ 8,809 bilhões.

As empresas estatais registraram um resultado negativo de R$ 1 226 bilhão no acumulado de 2023 até fevereiro.

Acumulado em 12 meses

No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, as contas do setor público registraram superávit primário de R$ 93,250 bilhões, informou o BC. O resultado é equivalente a 0,93% do PIB.

As contas consolidadas estão no azul em 12 meses desde novembro de 2021. Até janeiro, o resultado primário consolidado era superavitário em R$ 123,173 bilhões.

O resultado fiscal positivo nos 12 meses encerrados em fevereiro é composto por um superávit de R$ 36,865 bilhões do Governo Central (0,37% do PIB).

Já os governos regionais apresentaram um saldo positivo de R$ 58 393 bilhões (0,58% do PIB) no período.

Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 29,985 bilhões, os municípios apresentaram dado positivo de R$ 28,408 bilhões.

As empresas estatais registraram um resultado negativo de R$ 2 009 bilhões em 12 meses até fevereiro.

Fonte: Estadão Conteúdo

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 31/03/2023
  • Fonte: Farol Santander São Paulo