Disputas nas comissões da Câmara se intensificam após recesso de Carnaval

As atenções agora se voltam para as demais comissões, onde o PL e o PT se destacam como protagonistas na disputa.

Crédito: (Mário Agra/ Câmara dos Deputados/Reprodução)

Após o término do recesso de Carnaval, a Câmara dos Deputados se prepara para uma intensa competição pela presidência das comissões, um aspecto crucial na formação do legislativo brasileiro. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), considerada a mais influente, já possui um entendimento prévio entre os partidos: deverá ser liderada pelo União Brasil ou pelo MDB, que ocupam a terceira e quinta maiores bancadas, respectivamente.

As atenções agora se voltam para as demais comissões, onde o PL e o PT se destacam como protagonistas na disputa. De acordo com o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), o Partido dos Trabalhadores tem interesse especial na Comissão de Saúde, embora a primeira solicitação tenha partido do PL, que demonstra firme intenção de assumir essa posição. Caso não consiga a Comissão de Saúde, o PT deverá direcionar seus esforços para conquistar a presidência das comissões de Educação ou Fiscalização Financeira e Controle.

No atual cenário, o PT já preside a Comissão de Saúde sob a liderança do Dr. Francisco (PT-PI) e também controla a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, presidida por Joseildo Ramos (PT-BA). Por outro lado, a Comissão de Educação está sob responsabilidade do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), conhecido por sua postura combativa dentro da Câmara.

No âmbito do PL, há uma expectativa crescente em relação ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que pode assumir a presidência da Comissão de Relações Exteriores. Eduardo tem se movimentado ativamente nos Estados Unidos, onde mantém contato com congressistas próximos ao ex-presidente Donald Trump.

Entretanto, essa atuação internacional do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem gerado tensões entre os aliados do governo atual. O líder da bancada petista, Lindbergh Farias (PT-RJ), acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido para apreender o passaporte de Eduardo Bolsonaro. Farias argumenta que as pressões exercidas por Eduardo sobre autoridades americanas para imporem sanções ao Brasil configuram uma afronta à soberania nacional. Essa ação no STF provocou reações adversas entre parlamentares próximos a Bolsonaro e intensificou o desejo da bancada do PL pela Comissão de Relações Exteriores.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 04/03/2025
  • Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA