Dirigir na chuva exige técnica e prevenção

Especialista da Ford alerta para riscos de pista molhada e orienta condutores em alagamentos

Crédito: (Divulgação/Ford)

Com as chuvas intensas típicas do verão brasileiro, motoristas enfrentam desafios que vão além da visibilidade reduzida. A combinação de pista molhada, menor aderência dos pneus e possibilidade de alagamentos aumenta o risco de acidentes e exige atenção redobrada ao volante.

Segundo Ariane Campos, supervisora de Engenharia da Ford América do Sul, a condução segura começa pela mudança de comportamento do motorista diante das condições adversas. “A primeira regra ao dirigir na chuva é dobrar a atenção, reduzir a velocidade e antecipar as frenagens, pois a visibilidade fica reduzida e o atrito entre o pneu e o solo também é menor”, explica.

Manutenção preventiva é aliada da segurança

Manutenção - Pneus - Viagens - Estrada
(Divulgação)

Antes mesmo de sair às ruas, a prevenção passa pelo estado do veículo. Componentes como limpadores de para-brisa, sistema de desembaçamento, faróis e pneus precisam estar em pleno funcionamento para garantir controle e visibilidade.

Pneus desgastados, por exemplo, perdem a capacidade de escoar água e aumentam significativamente o risco de aquaplanagem, fenômeno que ocorre quando o carro perde contato com o solo ao passar sobre lâminas de água. Ariane destaca que o problema costuma surgir em velocidades mais altas e compromete totalmente a dirigibilidade. Ela lembra ainda que o Inmetro classifica o desempenho dos pneus em pista molhada de A a G, sendo o índice A o mais indicado para quem circula frequentemente sob chuva.

Nos veículos mais modernos, recursos eletrônicos também podem contribuir para a segurança. Modos de condução específicos para pisos escorregadios ajustam a resposta do acelerador, o funcionamento da transmissão e os sistemas de estabilidade e tração, reduzindo o risco de derrapagens.

Cuidados práticos ao dirigir sob chuva

Pneus na Chuva
(Imagem: Freepik)

Durante o trajeto, algumas medidas simples fazem diferença. Manter maior distância do veículo à frente, utilizar faróis baixos ou de neblina e evitar ultrapassagens são atitudes que aumentam o tempo de reação e reduzem o risco de colisões. Frear antes de curvas, e não durante, também ajuda a preservar a estabilidade do carro.

Sempre que possível, o planejamento do percurso deve incluir a identificação de áreas sujeitas a alagamentos. Caso a tempestade se intensifique, buscar um local seguro e elevado pode ser a decisão mais prudente.

Como agir em áreas alagadas

Chuva em SP
(Rovena Rosa/Agência Brasil)

A travessia de trechos alagados deve ser feita com cautela e apenas quando a altura da água não ultrapassar o meio da roda. Nessas situações, a recomendação é manter velocidade baixa e constante, sem paradas, para evitar que a água alcance componentes sensíveis do veículo.

Se o carro parar em meio ao alagamento e a água atingir o motor, não se deve tentar religá-lo, pois isso pode causar danos graves. O ideal é acionar um guincho e encaminhar o veículo para avaliação técnica, verificando possíveis contaminações em filtros, sistemas de combustível, óleo ou componentes elétricos.

No caso dos carros elétricos, embora a bateria e os módulos eletrônicos sejam protegidos contra a água, é essencial respeitar os limites de submersão definidos pelo fabricante. O peso adicional da bateria pode, inclusive, reduzir a chance de flutuação, mas não elimina a necessidade de cautela.

Ariane ressalta que, em qualquer situação, não há risco de choque elétrico, já que os sistemas de proteção interrompem automaticamente a conexão da bateria com o motor em caso de infiltração. Adotar essas práticas contribui para uma condução mais segura em períodos de chuva intensa, reduzindo riscos e preservando a integridade do veículo e dos ocupantes.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 12/02/2026
  • Fonte: FERVER