Quase 49 milhões de pessoas têm dinheiro esquecido em Bancos

Banco Central aponta que 48,7 milhões de brasileiros ainda não sacaram recursos pelo sistema SVR.

Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Banco Central do Brasil (BC) atualizou os dados referentes aos valores deixados por clientes em instituições financeiras. Segundo o balanço divulgado na última terça-feira (9), com base em dados de outubro, o montante de dinheiro esquecido chega a R$ 9,92 bilhões. Essa quantia expressiva aguarda o resgate por parte dos proprietários originais no sistema bancário nacional.

A divisão desses recursos mostra que a maior fatia pertence aos cidadãos comuns. Do total acumulado, R$ 7,73 bilhões são de titularidade de 48,7 milhões de pessoas físicas. Já as pessoas jurídicas somam 4,9 milhões de empresas, que possuem R$ 2,19 bilhões pendentes de saque. O BC informou ainda que já devolveu R$ 12,6 bilhões aos correntistas desde o início do programa.

Prazos e disponibilidade do sistema

A consulta ao dinheiro esquecido pode ser realizada por qualquer pessoa ou empresa que tenha tido relacionamento com bancos ou consórcios. Um ponto de atenção refere-se ao prazo: embora a data estipulada para o resgate tenha se encerrado oficialmente em 16 de outubro de 2024, o Ministério da Fazenda emitiu um esclarecimento importante.

Segundo a pasta, atualmente não existe uma data limite para que os clientes efetuem a recuperação desses ativos, garantindo que o direito ao saque permanece válido.

Como consultar e resgatar os valores

Para verificar a existência de dinheiro esquecido, o único canal oficial é o site valoresareceber.bcb.gov.br. O processo exige atenção aos seguintes passos:

  • Chave PIX: É obrigatório fornecer uma chave PIX para agilizar a restituição.
  • Ausência de chave: Se o usuário não tiver uma chave cadastrada, deve contatar a instituição financeira para combinar o recebimento ou criar uma nova chave antes de retornar ao sistema.
  • Falecidos: No caso de valores pertencentes a pessoas falecidas, o acesso é restrito a herdeiros, inventariantes ou representantes legais, mediante o preenchimento de um termo de responsabilidade.

Após a consulta positiva de dinheiro esquecido, o cidadão deve procurar a instituição financeira indicada para compreender os trâmites finais do resgate.

Novidade: Solicitação automática

Desde o dia 27 de maio, o Banco Central facilitou o acesso ao dinheiro esquecido através de uma funcionalidade de resgate automático. A adesão é opcional, mas elimina a necessidade de consultas manuais recorrentes.

Para ativar esse recurso, o usuário precisa:

  1. Acessar o Sistema Valores a Receber (SVR) com conta gov.br nível prata ou ouro.
  2. Ter a verificação em duas etapas ativada.
  3. Possuir uma chave PIX vinculada ao CPF.

O BC reforça que, na modalidade automática, não envia notificações sobre as devoluções. O crédito é processado diretamente na conta, visando maior comodidade e segurança.

Segurança reforçada contra golpes

Para proteger o cidadão que busca seu dinheiro esquecido, o sistema passou por atualizações de segurança em fevereiro. O acesso exige conta gov.br qualificada (prata ou ouro) e validação facial para quem baixar o aplicativo pela primeira vez.

É fundamental manter a vigilância: o governo jamais entra em contato por telefone ou mensagens solicitando dados pessoais para liberar valores. Instituições que não aderiram ao termo de devolução via PIX podem exigir solicitações manuais, mas o usuário deve sempre utilizar os canais oficiais.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 09/12/2025
  • Fonte: Sorria!,