Combate à receptação diminui roubo de celulares em São Paulo
A queda é resultado de iniciativas da SSP como o Programa SP Mobile
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 04/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O roubo de celulares no estado de São Paulo teve uma redução de 15% no primeiro semestre de 2025, um resultado atribuído às estratégias de combate à receptação. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), foram registrados 52,1 mil roubos, uma queda significativa em relação aos 61,4 mil do mesmo período de 2024. Na Grande São Paulo, a diminuição foi de 13,6%.
A principal frente de combate é o Programa SP Mobile, que atua de forma multidisciplinar. Segundo o delegado Rodolfo Latif, coordenador do programa, o objetivo é não apenas reprimir, mas também dar uma resposta concreta às vítimas, devolvendo os aparelhos.

Programa SP Mobile
O programa utiliza o número de identificação dos aparelhos (Imei) para cruzar dados de boletins de ocorrência com informações de operadoras. Se um celular roubado é reativado, a pessoa é identificada e intimada a ir à delegacia. Lá, ela pode devolver o aparelho e colaborar como testemunha. Quem não comparece ou não colabora se torna alvo de uma investigação mais aprofundada.
Outra iniciativa crucial é a fiscalização de estabelecimentos comerciais. Mais de 4,2 mil lojas foram vistoriadas pela Polícia Civil, resultando em 899 prisões em flagrante por receptação. Ações desse tipo já permitiram a devolução de cerca de 40 mil celulares na capital paulista.

A parceria com as operadoras de telefonia, segundo o delegado Latif, foi essencial para mostrar aos criminosos que o crime não compensa mais em São Paulo. “Essa foi a forma mais eficaz que encontramos de dar respostas à sociedade”, disse ele.
Entenda o passo a passo para a recuperação:
- Extração de informações no banco de dados nos sistemas policiais por meio do número do Imei — um “documento de identidade” de cada aparelho — dos celulares subtraídos;
- Articulação institucional com operadoras de telefonia, responsável por informar se esses aparelhos tiveram uma nova linha habilitada após a subtração. Com isso, é possível identificar quem é o usuário do celular produto de crime;
- A equipe da Polícia Civil entra em contato com essa pessoa solicitando que ela compareça a determinada delegacia. Vale lembrar que a corporação não utiliza links, apenas encaminha uma imagem por WhatsApp com o pedido e o endereço da unidade policial;
- O usuário é informado sobre o crime na delegacia. A equipe policial sugere a devolução do aparelho e orienta a pessoa a acionar o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). Ele também entra como testemunha no processo, fornecendo informações sobre com quem ou em qual endereço comprou o celular;
- Na sequência, a equipe entra em contato com a vítima pedindo para que ela compareça à delegacia e para recuperar o aparelho.