Dilma afirma que governo está pronto para agir para conter o dólar
Reforçando o discurso do presidente do BC, Alexandre Tombini, Dilma afirmou que o País dispõe de reservas, em torno de US$ 370 bilhões, que podem ser utilizadas para reequilibrar o mercado
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 28/09/2015
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Indagada pelos jornalistas, após a entrevista em que discorreu sobre o atual problema mundial de segurança e o drama dos refugiados ao redor do mundo, a presidente reconheceu o problema do endividamento das empresas brasileiras. Sem considerar qualquer novo empréstimo que tenha sido tomado desde junho último, a escalada do dólar neste terceiro trimestre já representa uma elevação de 30% no endividamento das companhias.
Somente para a Petrobras, a alta da moeda norte-americano elevou o endividamento total para mais de R$ 500 bilhões, ou cerca de 8% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. A presidente declarou que o governo está pronto para agir, por meio do BC. E afirmou também que o governo “terá posição bem clara e firme” em relação às oscilações do dólar, “como foi essa que o Banco Central teve ao longo da semana”.
O dólar chegou a superar a marca de R$ 4,24 ao longo dos negócios na última quinta-feira, em máxima histórica desde a criação do Plano Real, em 1994. O presidente do BC, Alexandre Tombini, declarou no mesmo dia que a autoridade monetária poderia agir e citou o uso de reservas, o que acalmou o mercado. “As reservas podem e devem ser utilizadas”, frisou o presidente do BC, classificando essa poupança na moeda americana como um “seguro” para a economia brasileira.
Depois da intervenção de Tombini, numa participação inédita e de surpresa durante a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação, e de atuações conjuntas do Banco Central, com leilões cambiais, e do Tesouro Nacional, com venda de títulos, a cotação do dólar recuou, fechando a semana um pouco abaixo de R$ 4.
Na sexta-feira, 25, em São Paulo, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, também reafirmou que o uso das reservas internacionais para conter a disparada da moeda americana é uma “possibilidade” que também situou como uma última linha de defesa em períodos de turbulência. “O Brasil está todo protegido”, afirmou o ministro.