Diego Lopes busca revanche e cinturão inédito no UFC 325
Brasileiro Diego Lopes enfrenta Alexander Volkanovski na Austrália e pode se tornar o segundo campeão peso-pena do país, repetindo o feito de José Aldo.
- Publicado: 03/02/2026
- Alterado: 31/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Michel Teló
Em uma carreira marcada por desafios inéditos, Diego Lopes construiu sua trajetória no MMA sem jamais repetir adversários. Foram 34 lutas profissionais encarando obstáculos distintos, até que o destino decidiu quebrar esse padrão no cenário mais imponente possível. Neste sábado, 31 de janeiro, no UFC 325, o brasileiro terá sua primeira revanche na carreira, valendo nada menos que o cinturão linear dos pesos-penas (66 kg).
O palco não poderia ser mais desafiador: o solo australiano, casa de seu oponente, o ex-campeão e lenda Alexander Volkanovski. O reencontro carrega pressão, história e a oportunidade de Diego Lopes conquistar o topo mais alto das artes marciais mistas, consolidando-se como uma das maiores estrelas da organização na atualidade.
Preparação estratégica e adaptação na Austrália
Diferente do primeiro encontro entre os dois, que aconteceu sob circunstâncias de curto aviso, desta vez Diego Lopes chega com um treinamento completo e meticuloso. Em entrevista exclusiva à ESPN, o lutador de 31 anos destacou que o camp teve início ainda em novembro, permitindo ajustes técnicos que não foram possíveis anteriormente.
“A gente conseguiu adaptar muita coisa nova, trazer peças-chave e montar uma preparação muito mais competitiva”, afirmou o brasileiro. Para minimizar os efeitos do fuso horário e do clima, a equipe de Diego Lopes desembarcou na Austrália com um mês de antecedência. Essa maturidade logística é vista como o trunfo para que o atleta mantenha sua curva de crescimento dentro do octógono, mesmo diante de um veterano como Volkanovski.
O legado de Manaus: a conexão com José Aldo
A disputa deste sábado carrega um simbolismo que transcende o esporte. Se vencer, Diego Lopes se tornará apenas o segundo brasileiro a ostentar o cinturão peso-pena do UFC, juntando-se ao lendário José Aldo. O fato de ambos serem naturais de Manaus adiciona uma camada emocional ao confronto.
“É muito gratificante poder entrar nessa lista junto com o Aldo. Ser o segundo brasileiro campeão da categoria e compartilhar isso com ele, vindo do mesmo lugar, seria especial demais”, declarou. Além das raízes brasileiras, o lutador reforçou sua gratidão ao México, país onde reside e treina há anos, afirmando que o suporte recebido em solo mexicano foi fundamental para sua projeção internacional.
Rivalidades e o estilo eletrizante de Diego Lopes
Mesmo focado no título, o nome de Diego Lopes tem circulado em meio a polêmicas, como a rivalidade com Jean Silva. Questionado sobre o tema, Lopes foi incisivo: “Ele foi criando essa rivalidade sozinho. Não tem muito sentido isso tudo”. O lutador garantiu que provocações externas não afetam sua concentração e que seu compromisso é com o espetáculo dentro do octógono.
O público pode esperar a agressividade característica que transformou o manauara em um favorito dos fãs. Diego Lopes prometeu manter sua identidade:
- Busca pela finalização: O jogo de solo continua sendo uma arma letal.
- Agressividade: Um estilo que prioriza o nocaute e o combate franco.
- Entretenimento: Lutas dinâmicas que evitam a amarração estratégica excessiva.
Ao olhar para o futuro, o brasileiro não esconde o desejo de enfrentar outros nomes de peso, como Max Holloway. No entanto, o foco total está nas próximas 24 horas. Neste sábado, em território hostil, Diego Lopes entra no octógono com a chance de mudar sua própria biografia e escrever um novo capítulo glorioso para o MMA brasileiro.